E. E. Professor Joaquim Pinto Machado Junior BLOG da SALA de LEITURA - eeprofmachadinho.blogspot.com
Neste blog você encontra resenhas de livros de nosso acervo, além de outras seções voltadas às artes em geral, ao entretenimento, à tecnologia, à ciência e outros assuntos.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023
terça-feira, 29 de novembro de 2022
Projeto "Li e Recomendo!" 2022 - os estudantes falam sobre as obras lidas por eles
quarta-feira, 16 de novembro de 2022
Título da Semana: A Parábola do Semeador, de Octavia E. Butler
Você Muda
Tudo o que você Muda
Muda você
A única verdade perene
É a Mudança
Deus é Mudança”
(Octavia E. Butler)
(Texto: André Luiz Gattás)
Octavia escreveu este livro em 1993, com a intenção de produzir uma trilogia. Porém, ao terminar o segundo livro, Parábola dos Talentos, acabou tendo um bloqueio de escrita e faleceu antes de dar sequência a duologia¹ já criada. Apesar disto, foi muito além de seu tempo, criando e especulando um mundo não muito distante do que temos hoje em 2020 - e sua história se passa em 2024. Assim, A Parábola do Semeador nos leva a uma distopia corajosa e cercada de ensinamentos.
SINOPSE: Quando uma crise
ambiental e econômica leva ao caos social, nem mesmo as cidades muradas estão
seguras. Em uma noite de fogo e morte, Lauren Olamina, a jovem filha de um
pastor, perde sua família, seu lar e se aventura pelas terras americanas
desprotegidas. Mas o que começa como uma fuga pela sobrevivência acaba levando
a algo muito maior: uma visão estonteante do destino humano. E ao nascimento de
uma nova fé.
[...]
O final nos deixa com aquela
sensação de continuidade, mas que dá a entender que apesar da situação ser
complicada para todos, juntos eles se tornam mais fortes e a comunidade que
eles pretendem criar pode crescer e repassar a mensagem de A Semente da Terra
para as próximas gerações. Recomendo ler a entrevista da autora ao final da
obra, pois dará um entendimento maior sobre suas ideias para este livro. Em
resumo, nas próprias palavras da autora, este livro é uma reflexão de
"para onde estamos indo, o que estamos fazendo agora, e para imaginar onde
alguns de nossos comportamentos atuais e problemas negligenciados podem nos
levar".
1. Duologia: obra literária composta por dois volumes.
Trecho especial:
"Somos Semente da Terra.
Somos matéria - consciente, direcionada, que resolve problemas. Somos aquele
aspecto da Vida na Terra mais capaz de moldar Deus conscientemente. Somos a
vida da Terra amadurecendo. Vida da Terra preparando-se para abandonar o
mundo-mãe. Somos a Vida da Terra preparando-se para criar raízes em solo novo.
Vida da Terra cumprindo seu propósito, sua promessa, seu Destino."
(Fonte:
mariandonoslivros.blogspot.com / https://bit.ly/3EnXZYQ)
[...]
O
afrofuturismo é um movimento cultural, social e político, cuja produção promove
o encontro entre ficção científica, tecnologia, realismo fantástico,
ancestralidade, mitologia e diáspora africana negra.
Essas
narrativas da ficção especulativa permitem imaginar novos futuros para a
população negra, reelaborar o passado — que historicamente é de desconexão com
o continente africano e suas narrativas, perdidas no tempo e nas correntes da
escravidão — ou fabular o presente.
Um
dos grandes exemplos recentes de arte visual que usou bastante o afrofuturismo
é o filme “Pantera Negra”, que utiliza da ficção científica, realismo e outros
aspectos para apresentar o mundo de Wakanda.
[...]
OUTRAS RESENHAS SOBRE ESTA OBRA:
- LOUREIRO, Juliano. Otavia E. Butler A Rainha do Afrofuturismo. Disponível em: livrobingo.com.br / https://bit.ly/3EE3YJp
- RODRIGUES, Jeff. Resenha: A Parábola do Semeador. Disponível em: leitorcompulsivo.com.br / https://bit.ly/3to6i0y
- SALZANI, Livia. A Parábola do Semeador / Leia a resenha do livro de Octavia E. Butler. Disponível em: aodisseia.com / https://bit.ly/3A9QfqV
VÍDEO RESENHAS SOBRE ESTA OBRA:
Heráclito e as PARÁBOLAS da Octavia Butler
(Fonte: canal Filosofares, de Bruno Neppo - YouTube / https://bit.ly/3O0lV7H)
A PARÁBOLA DO SEMEADOR (caos, filosofia e uma descoberta religiosa)
OCTAVIA E. BUTLER | A RAINHA DO AFROFUTURISMO
A PARÁBOLA DO SEMEADOR, mais um livro incrível da Octavia Butler
Citações
favoritas:
Eu
sou Semente da Terra. Qualquer pessoa pode ser. Um dia, acho que seremos
muitos. E acho que teremos que espalhar nossas sementes cada vez mais longe
deste lugar moribundo.
Cidades
controladas por grandes empresas são velhas conhecidas na ficção científica.
Minha avó deixou para trás uma estante cheia de romances desse tipo. O
subgênero da cidade operária sempre pareceu apresentar um herói que era mais
esperto e que vencia ou escapava “da empresa”. Nunca vi nenhuma em que o herói
lutava muito para ser aceito e mal pago por ela. Na vida real, é assim que
será. É assim que é.
As
pessoas não têm poder para melhorar a vida, mas conseguem deixar os outros
ainda mais arrasados. E o único modo de provar a si mesmo que você tem poder é
usando-o.
Eu
ouvi: “Não matarás” a vida toda, mas quando você tem que matar, você mata.
Queria saber o que meu pai diria sobre isso. Mas foi ele quem me ensinou a
atirar.
O
mundo está repleto de histórias dolorosas. Às vezes, parece que são o único
tipo de história que existe e, ainda assim, me peguei pensando em como era
linda aquela gota de água entre as árvores.
(Fonte:
blogsemserifa.com / https://bit.ly/3E4mh97)
![]() |
| (Fonte: jornal140.com) |
![]() |
| (Fonte: pt.wikepedia.org) |
quinta-feira, 30 de junho de 2022
SÉRIE FICÇÃO CIENTÍFICA / DISTOPIA: Júlio Verne
(André Luiz Gattás)
Mas é preciso frisar, antes de tudo que, apesar da intensificação das distopias, a crença na possibilidade da ciência e da tecnologia produzirem uma sociedade utópica, na verdade, nunca desaparece. Desse modo, o que temos aqui é um cruzamento das representações literárias opostas da ciência e da tecnologia a partir do século XIX. Como dito, na medida em que a defesa de soluções tecnológicas para problemas sociais era representada pelas utopias, havia também quem delas duvidasse.
Podemos apontar como distopia científica produzida nessa época, a obra The Age of Science, A Newspaper of the Twentieth Century (1877) de Frances Power Cobbe (1822-1904) que representa uma ciência levada aos extremos, em que pessoas são executadas como hereges por ir contra seus princípios industriais e econômicos. E. M. Forster (1879-1970), em seu famoso The Machine Stops (1909), também apresenta os perigos que há se a humanidade se tornar completamente dependente da ciência. O seu conto é uma distopia científica em que uma civilização inteira morre porque perde sua originalidade de existir entre as máquinas.
Portanto, enquanto a utopia científica demanda uma atitude de maravilhamento através da ciência e seus cientistas, os escritores das distopias mostram uma crescente ambivalência em relação a sua disseminação através do estranhamento de um ser humano em um mundo desumano, tomado completamente pela industrialização e suas relações mecanicistas. Essa característica é frequentemente suprimida na leitura comum realizada de muitas ficções científicas produzidas durante o século XIX e XX. Desde Wells até Huxley essa ambivalência é dificilmente captada pela crítica. Ela fica, talvez, mais clara na obra de H. G Wells, erroneamente considerado um cego defensor do avanço científico. Em seus escritos, os problemas, na maioria dos casos, surgem do medo de que a ciência possa ser usada de forma abusiva.
Para muitos escritores de ficção científica como Wells ou Júlio Verne, a máquina é uma força irracional que reflete uma realidade artificial, ou seja, provoca uma teia de relações mecânicas que deteriora seus artistas e pensadores distintos: (...).
(...)
(Fonte: livrosefuxicos.com / https://bit.ly/3udvqbb)
Em meados dos anos 1863, o
renomado professor de mineralogia Otto Lindenbrock faz uma descoberta
surpreendente entre alguns livros velhos: um mapa exploratório descrevendo o
que parecia um paraíso intocável dentro do globo. Convencido de que as runas
antigas do mapa e que a história possa ser verdadeira, ele e o seu temeroso
sobrinho Axel partem para a extraordinária aventura.
“A ciência, meu rapaz, é feita
de erros, mas de erros que é bom cometer, pois conduzem à verdade.”
Acompanhados de um guia de
pouca conversa, Hans, eles adentram o globo através de uma caverna e vão
tomando notas de tudo o que vão encontrando pela frente, desde temperatura,
geologia, química e biologia. Mas logo a aventura se mostrará mais desafiadora
do que jamais puderam imaginar.
Em meio a túneis sem fins e
precipícios mortais, os aventureiros passarão por grandes momentos de aperto e
desespero, desde falta de recursos e mantimentos, bem como riscos mortais por
todos os lados. Mas tudo valerá a pena para contemplar uma das mais belas
vistas de toda a história e um mundo preservado da ação destrutiva do ser
humano.
Inicia
sua carreira literária logo após a desilusão de seu pai com a carreira de
advogado. Assim, tenta ingressar no teatro, escrevendo peças e poemas, além de
tentar a sorte com a música, sem sucesso. Em 1848, compõe, em parceria com
Michel Carré, dois libretos para operetas, e, dois anos depois, uma comédia
versificada, junto com o posteriormente célebre Alexandre Dumas Filho.
Entretanto, só descobriu sua verdadeira vocação ao escrever narrativas de
viagens.
Alguns
biógrafos afirmam que a infância em Nantes, cidade portuária, pode ter
estimulado esse pendor, já que o garoto adorava ficar olhando os navios
chegarem e partirem. Durante sua vida, nunca viajou muito, tendo feito apenas
viagens curtas no seu iate Saint-Michel, visitas rápidas à Inglaterra, Escócia
e outros destinos próximos, e uma viagem de navio aos EUA. Todavia, em seus
livros, percorreu o mundo, indo da África à Antártida.
O início
da carreira, como costuma ocorrer com todos os grandes escritores,
é marcado por dificuldades. Seu livro Cinco Semanas no Balão é
recusado por 15 editores, com acusações de tentativa ingênua de previsão do
futuro, até ser publicado na revista Magazin d'Éducation,
resultando em gigantesco sucesso de público e crítica.
Por
intermédio do amigo Alexandre Dumas Filho, Verne conhece Pierre Jules Hetzel, o
editor mais influente de Paris, que lhe propõe escrever, pelo menos, um livro
por ano. Entre as mais célebres, destacam-se Viagem ao Centro da Terra (1865), Da
Terra à Lua (1865), Vinte mil léguas submarinas (1869), Os
Ingleses no Polo Norte (1870), A Volta ao Mundo em Oitenta
Dias (1872), Miguel Strogof (1876) e Um
Capitão de 15 Anos (1878).
Além
disso, é um dos pioneiros do gênero “Ficção Científica”, tal como o conhecemos
atualmente, e, sobretudo, um visionário, tendo previsto inventos como o
condicionador de ar, o cinema falado, a iluminação, a televisão, etc.
Suas
influências passeiam por Jonathan Swift, com seu livro Viagens de
Gulliver, Daniel Defoe e seu Robinson Crusoé, e Edgar Allan Poe e seus contos macabros.
Verne compreendia perfeitamente as preferências dos leitores de todas as
idades, conseguindo, como poucos, prender sua atenção.
Em 24 de
março de 1905, Verne pediu a um criado um exemplar do livro Vinte Mil
Léguas Submarinas, perguntou pela mulher e os filhos, cerrou os olhos e
faleceu. A atualidade de suas obras, tal como sua popularidade, mantém-se
intactas, sendo um dos autores mais conhecidos e apreciados da História da
Literatura.
sexta-feira, 13 de maio de 2022
Gêneros FICÇÃO CIENTÍFICA e DISTOPIA: A Máquina do Tempo, de H. G. Wells
A Máquina do Tempo (1895), de H. G. Wells
Esta obra literária escrita pelo inglês H. G. Wells, surge, coincidentemente, na mesma época
em que os irmãos Lumière davam os primeiros passos na França com sua invenção
genial, o cinema. Estávamos, então, no final do século XIX, num momento em que se apresentava um panorama
histórico no qual se percebia o desejo dos seres humanos por poder manipular o Tempo para
frente e para trás, aumentando ou diminuindo sua velocidade; enfim, manipulá-lo a seu bel prazer.
“(...) A história da ficção
científica considera ao livro de Wells um marco pelo fato de pela primeira vez
a viagem no Tempo deixar de depender dos recursos fantasistas clássicos (um
sonho, uma visão, uma poção mágica, uma hibernação prolongada, um transporte
involuntário por meios desconhecidos para instituir, modernistamente, a
possibilidade de um mecanismo controlado pelo passageiro, que pode assim
deslocar-se na direção que quiser, parando onde bem entender, e retornando ao
ponto de partida quando lhe for conveniente. Um automóvel para viajar no Tempo,
em outras palavras. Relendo a obra, no entanto, constatamos que seu caráter
inovador repousa menos no hardware (a máquina em si, cujo modo de funcionamento
não é explicado em momento algum) do que no software: a cuidadosa (e em certa
medida falaciosa) argumentação do Viajante no Tempo sobre as quatro dimensões e
a possibilidade de alguém se deslocar na quarta com a mesma facilidade com que
se desloca nas outra três. (...)”
“(...) A literatura utópica
do século XIX geralmente projetava um indivíduo numa sociedade futura ou
distante, e lhe apresentava um habitante local para servir-lhe de guia. Este
recurso conferia à obra um caráter didático, explicativo. A aventura que havia
era uma aventura peripatética, uma aula de História ao longo de um passeio
ilustrativo. Wells despreza esse recurso e joga seu Viajante num futuro
desconhecido e cheio de ameaças, entregue aos seus próprios recursos e contando
apenas consigo mesmo para interpretar o que vê. Com A Máquina do Tempo, a
literatura utópica e futurista foi se transferindo do âmbito dos diálogos
filosóficos para o dos romances de aventuras. (...)”
(Fonte: TAVARES, Bráulio.
Prefácio de “A Máquina do Tempo”, de H. G. Wells. Editora Alfaguara, 2010, Rio
de Janeiro)
RESENHAS SOBRE A OBRA:
Não sei vocês, mas eu gosto muito de ler livros antigos e perceber coisas desse tipo: H. G. Wells colocou o espaço quadridimensional (comprimento, largura, altura e tempo) em sua história, quando Einstein ainda era adolescente. Somente dez anos depois da publicação de A Máquina do Tempo, o físico publicou seus trabalhos sobre a teoria da relatividade, em que é utilizada a ideia das quatro dimensões na geometria do espaço-tempo, substituindo os dois conceitos utilizados de forma independente na teoria de Newton.
(...)
(Fonte: MANTOVANI, Michelle. A Máquina do Tempo – Resenha. Disponível em: deviante.com.br, em 25/09/2020 - https://bit.ly/3FI3j8k)
A Máquina do Tempo foi a
primeira obra de ficção científica a retratar a viagem do tempo na ficção.
Depois de tantas obras já utilizarem este recurso na narrativa, saiba qual a
utilidade de conhecer o livro pioneiro nesta resenha. (...)
(Fonte: ARAUJO, Diego. Resenha:
"A Máquina do Tempo" de H.G. Wells. Disponível em:
ficcoeshumanas.com.br, https://bit.ly/3waJHH7)
(Fonte: canal Projeto Nocente / YouTube / https://bit.ly/3l64qW0)
Herbert George Wells, mais
conhecido como H. G. Wells, nasceu em um distrito da grande Londres, a 21 de setembro
de 1866.
Na juventude foi aprendiz de
negociante de panos, porém esta experiência só foi bem-sucedida no sentido de
colher experiências para uma de suas futuras obras.
Em 1883 começou a lecionar na
Midhurst Grammar School, até conseguir uma bolsa para estudar biologia com T.
H. Huxley, na Escola Normal de Ciências em Londres.
Wells tornou-se conhecido por
seus “romances de ficção”, carregados de suas visões políticas e que
antecipavam inúmeras situações vividas pela sociedade posteriormente.
Mesmo escrevendo sobre outros
tempos, lugares, e até mesmo formas de vida, jamais deixou de se referir à
própria realidade. Escreveu sobre luta de classes, questionou a ética da
ciência, e anteviu bombardeios.
Em seus romances que não
possuíam cunho científico, menos conhecidos pelo grande público, fazia críticas
sociais ainda mais consistentes. Os costumes, dilemas e a ruína da baixa
burguesia vitoriana, por exemplo, estiveram em várias de suas obras. Chegou a
escrever, até mesmo, sobre os direitos das mulheres.
Suas narrativas abordavam, com
fascínio e desconfiança, a aplicação de tecnologias, sejam elas do futuro real
ou ficcional. Alguns estudiosos atribuem a qualidade científica de suas ficções
aos oito anos em que foi professor de ciências e zoologia.
Sua carreira de escritor teve
início com artigos científicos, que na realidade não alcançaram tanta
repercussão.
Fez parte da Sociedade
Fabiana, que tinha como propósito transformar, de forma gradual, a sociedade da
Inglaterra, orientada pelo socialismo. Passa, então, a enxergar o nacionalismo
como causa principal das catástrofes que acometiam a humanidade. Acaba por
deixar a sociedade, e passa a dedicar-se a ideia de um Estado Universal,
descrito em uma de suas obras.
Com o avançar da idade, seu
pessimismo em relação ao futuro da humanidade foi aumentando, e esse sentimento
pode ser claramente identificado em seu último livro, onde mais do que contar
uma história, Wells pregava acontecimentos posteriores. Não mais utilizava de
sua inicial capacidade inventiva, apenas fazia constatações sobre um futuro não
muito distante.
H. G. Wells faleceu no dia 13
de agosto de 1946, em Londres.
Principais obras:
A Guerra dos Mundos
A Máquina do Tempo
A Porta no Muro
Kipps
Ann Veronica
(Fonte: RAMOS, Thaciane Rollemberg. H. G. Wells. Disponível em infoescola.com / https://bit.ly/3xO5YKa)
A Guerra dos Mundos
A Máquina do Tempo
A Porta no Muro
Kipps
Ann Veronica
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