terça-feira, 2 de março de 2021

LIVRO DA SEMANA: DOM CASMURRO, de Machado de Assis

Quando foi publicado, em 1899, “Dom Casmurro” foi visto como uma simples história de adultério, de uma paixão nutrida por Bentinho (Dom Casmurro, o narrador da história) pela menina Capitolina (Capitu) desde a infância e que, anos depois, ao ser concretizada através do casamento entre ambos, acaba por ter um final trágico envolvendo ciúmes motivado por um suposto filho bastardo, fruto da traição perpetrada por Capitu e Escobar, seu melhor amigo desde sempre. Mas as coisas não são tão simples assim neste romance que já foi fruto de inúmeras teses de doutorado em áreas diversas do saber pelo mundo todo! A maestria de Machado de Assis neste texto reside não somente na construção elaborada das personagens, mas também nas entrelinhas, no que não foi dito, nas versões não dadas pelas outras personagens, já que o único ponto de vista é o de quem conta a história, do próprio Bentinho, aquele que se sentiu traído pela esposa e pelo amigo, baseado em suposições não comprovadas. O ciúme vai lhe corroendo as entranhas num crescendo, e arruinando seu casamento, sua saúde, sua relação com a mulher, com o filho e com a vida.

O que devemos notar é que este romance já pertence à fase realista¹ da obra de Machado, e através de suas linhas, o autor expõe seu olhar crítico sobre a sociedade brasileira e os papéis desempenhados nela por homens e mulheres, ricos e pobres. Ele sutilmente apresenta os problemas e condições de uns e outros através de suas personagens, que são construídas meticulosamente. Se a princípio nos deparamos com aquela velha e batida narrativa da moça pobre que casa com um homem rico para ascender socialmente, no decorrer da leitura, começamos a notar mais e mais complexidades nessa história do que um simples olhar à primeira vista. Aqui, algumas questões surgem. Quem tem o verdadeiro poder nesta relação? A mulher, ali, era o sexo frágil, a representação da inocência e fragilidade? Será que a traição realmente aconteceu? O amor de um filho vale menos do que uma dúvida sobre sua origem? O grande amigo, é culpado ou inocente? Bentinho manipula a história a seu favor? Nascer em uma família de posses e já ter um destino previsto e traçado pelos pais é bom? É válido realizar um desejo a qualquer custo? Para refletir sobre tudo isso, você terá que ler o romance. E é justamente isso que intenciona o autor: a sua reflexão e possíveis conclusões sobre os fatos contados, contados parcialmente e não contados! Boa leitura!

1. Para saber mais sobre a estética realista busque uma publicação deste blog intitulada "Estética Literária: Realismo na Literatura - Uma Breve História", publicado em agosto de 2020, ou apenas digite na busca a palavra "realismo"

(Texto: André Luiz Gattás)

CINCO MINUTOS PRA CONHECER MELHOR O AUTOR E SUA OBRA

(Fonte: canal LÍTERABRASIlL - YouTube / https://cutt.ly/flMQdrJ)

Leia abaixo trechos de algumas resenhas sobre Dom Casmurro. Para acessá-las na íntegra clique no link em destaque.

[...] Dom Casmurro (1899) é a última obra da chamada trilogia realista de Machado de Assis, depois de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e Quincas Borba (1891). Neste livro, como nos dois anteriores, Machado de Assis produz retratos do seu tempo, com fortes críticas sociais trespassando as narrativas. [...] (Fonte: culturagenial.com / https://cutt.ly/elM8uEt)

[...] O romance, entretanto, presta-se a muitas leituras, e é interessante ver como a recepção ao livro se modificou com o passar do tempo. Quando foi lançado, era visto como o relato inquestionável de uma situação de adultério, do ponto de vista do marido traído. Depois dos anos 1960, quando questões relativas aos direitos da mulher assumiram importância maior em todo o mundo, surgiram interpretações que indicavam outra possibilidade: a de que a narrativa pudesse ser expressão de um ciúme doentio, que cega o narrador e o faz conceber uma situação imaginária de traição. [...] (Fonte: guiadoestudante.abril.com.br / https://bit.ly/3b7T3IS)

[...] O tempo da narrativa segue o modelo do Realismo: é psicológico ao invés de cronológico. É uma narrativa digressiva, pois toda a hora os fatos contados em ordem cronológica são interrompidos para se contar alguma lembrança passada, ou para refletir algo. O tempo da narração é diferenciado: a história é contada do presente para o passado, justificando que para que o leitor entenda o que se sucedeu, é necessário que saiba tudo desde o começo. [...] (Fonte: medium.com / https://bit.ly/2MD0e2n)

[...] Sobre ler os clássicos, sabe o que eu gosto? É da fidelidade dos escritores com o leitor que não passa batido em “Dom Casmurro”. Machado já começa a narrativa explicando o porquê do nome. Ele conversa diretamente com leitor, é como se fosse diálogo antigo onde às vezes seja necessário perguntar de novo e no caso consultar o dicionário para entender. [...] (Fonte: literalmenteuai.com.br / https://bit.ly/3bXu624)

[...] Fica a nosso critério construir a personalidade de Bento a partir de jeitos e trejeitos dele enquanto narra a história, e é fácil perceber que ele é um homem teimoso, ciumento, facilmente influenciável, amargurado e o mais importante, IRÔNICO e SARCÁSTICO. [...] (Fonte: contudoeentretanto.com.br / https://bit.ly/301xFPg)

[...] A forma como o autor mesclou a crítica de costumes com o enredo é surpreendente. Durante as páginas vemos ”Bentinho” resmungar sobre dezenas de fatos e personagens. É perceptível o paralelo das situações que o autor via na época com as situações que acontecem na obra, desde promessas familiares nas quais os filhos seguiam os desejos dos pais, quando agregados convivendo com as famílias. Ou seja, a obra também detém a  função chocar a sociedade mostrando suas incongruências tais como casos extraconjugais, vidas falsas, profissões por status e relacionamentos sem amor mantidos pelo dinheiro. Bentinho não poupa ninguém. [...] (Fonte: canaldarafa.com.br / https://bit.ly/2PgpBIf)

Vídeo-Resenhas sobre Dom Casmurro (tem até o filósofo Luiz Felipe Pondé analisando a obra!)

(Fonte: canal LÍTERABRASIL - YouTube / https://bit.ly/3kDc1dz)

(Fonte: canal ANTOFÁGICA - YouTube / https://bit.ly/3dWwhWq)

(Fonte: canal Pablo Jamilk - YouTube / https://cutt.ly/Ml1rJyp)


(Fonte: canal Ler Antes de Morrer - YouTube / https://cutt.ly/0lMxXst)

(Fonte: canal Portal Travessias - YouTube / https://cutt.ly/QlMvqFW)

(Fonte: canal Luiz Felipe Pondé - YouTube / https://cutt.ly/QlMbil1)

(Fonte: canal Antofágica - YouTube / Porque Machado de Assis é Genial / https://cutt.ly/FlMntWQ)

QUEM FOI MACHADO DE ASSIS?

Machado de Assis (1839-1908) foi um escritor brasileiro, um dos nomes mais importantes da literatura do século XIX. Escreveu poesias, contos, e romances. Foi também jornalista, teatrólogo, crítico de teatro e crítico literário.

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu na Chácara do Livramento no Rio de Janeiro, no dia 21 de junho de 1839. Foi o primeiro filho de Francisco José de Assis, um decorador de paredes, e da imigrante portuguesa Maria Leopoldina.

Infância e adolescência

Machado de Assis passou sua infância e adolescência no bairro do Livramento. Seus pais viviam na propriedade do falecido senador Bento Barroso Pereira e D. Leopoldina era a protegida de D. Maria Jose Pereira.

Machado fez seus primeiros estudos na escola pública do bairro de São Cristovão. Tornou-se amigo do padre Silveira Sarmento, o ajudava nas missas, familiarizava-se com o latim.

Quando tinha dez anos perdeu sua mãe. Viúvo, seu pai saiu da Chácara e foi morar em São Cristovão. Logo passou a viver com Maria Inês da Silva, só vindo a casar-se em 1854.

Sua madrasta trabalhava como doceira em uma escola e levava o enteado para assistir algumas aulas. À noite, Machado ia para uma padaria, local onde aprendia francês com o forneiro.

À luz de velas, Machado lia tudo que passava em suas mãos e já escrevia suas primeiras poesias.

Em busca de um emprego, com 15 anos, conheceu Francisco de Paula e Brito, dono da livraria, do jornal e da tipografia.

Carreira de jornalista

No dia 12 de fevereiro de 1855, o jornal “Marmota Fluminense” trazia na página 3 o poema “Ela”, de Machado de Assis:

"Dos lábios de Querubim
Eu quisera ouvir um sim
Para alívio do coração"...

Daí por diante não parou de escrever na Marmota e de fazer amizades com os políticos e literatos, frequentadores da livraria, onde o assunto principal era a poesia.

Em 1856, Machadinho, como era conhecido, entrou para a Imprensa Oficial como aprendiz de tipógrafo, mas além de mau funcionário, escondia-se para ler tudo que lhe interessava.

O diretor decidiu incentivar o jovem e o apresentou a três importantes jornalistas: Francisco Otaviano, Pedro Luís e Quintino Bocaiúva.

Otaviano e Pedro dirigiam o Correio-Mercantil e para lá foi Machado de Assis, em 1858, como revisor de provas. Colaborava também para outros jornais, mas ganhava pouco e estava sempre sem dinheiro.

Com 20 anos, Machado de Assis já frequentava os círculos literários e jornalísticos do Rio de Janeiro, capital política e artística do Império.

Em 1860, Machado de Assis foi chamado por Quintino Bocaiúva para trabalhar na redação do “Diário do Rio de Janeiro”, que estava sendo preparado para reaparecer sob a direção política de Saldanha Marinho.

Além de escrever sobre todos os assuntos e manter uma coluna de crítica literária, Machado tornou-se o representante do jornal no Senado.

Machado também escrevia no “Jornal das Famílias”, onde suas histórias inconsequentes e açucaradas eram lidas nos serões familiares.

Poeta, burocrata e romancista

Em 1864, Machado de Assis publicou “Crisálidas”, uma coletânea de seus poemas. O livro foi dedicado a seus pais, Maria Leopoldina e a Francisco, que morrera naquele ano.

Em 1867, o Imperador concedeu a Machado o grau de "Cavaleiro da Ordem da Rosa", por serviços prestados às letras nacionais. No dia 8 de abril Machado foi nomeado ajudante do diretor do Diário Oficial, iniciando sua "carreira burocrática".

Em 1868 ele conheceu Carolina Xavier de Novais, uma portuguesa culta, irmã do poeta português Faustino Xavier de Novais, que lhe revelou os clássicos lusitanos.

No dia 12 de novembro de 1869, o casamento de Machado e Carolina é realizado, tendo como testemunhas, Artur Napoleão e o Conde de São Mamede, em cuja residência se realizou a cerimônia.

Em 1872, Machado de Assis publicou seu primeiro romance, “Ressurreição”. No dia 30 de janeiro de 1873, a capa do décimo número do “Arquivo Contemporâneo”, periódico do Rio de Janeiro, coloca lado a lado as fotos de José de Alencar, até então o maior romancista do Brasil, e a de Machado de Assis.

Ainda em 1873, ele foi nomeado primeiro oficial da Secretaria da Agricultura e, três anos depois assumiu a chefia da seção.

Em 1881, Machado de Assis publica o romance “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, que marca o início da fase acentuadamente realista de sua obra. A obra havia sido publicada, no ano anterior, em folhetins na Revista Brasileira.

Academia Brasileira de Letras

Em 1896, fundou com outros intelectuais, a Academia Brasileira de Letras. Nomeado para a cadeira n.º 23, tornando-se, em 1897, seu primeiro presidente, cargo que ocupou até sua morte.

Na entrada do prédio há uma estátua de bronze do escritor. Em sua homenagem, a academia chama-se também “Casa de Machado de Assis”.

Últimos anos e morte

Em outubro de 1904 morreu sua esposa, Carolina, companheira de 35 anos, que além de revisora de suas obras era também sua enfermeira, pois Machado de Assis tinha a saúde abalada pela epilepsia.

Após a morte da esposa o romancista raramente saía de casa, Em homenagem à sua amada, escreveu o poema "À Carolina":

À Carolina

"Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.

Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs o mundo inteiro.

Trago-te flores, - restos arrancados
Da terre que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.

Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos."

Machado de Assis faleceu no Rio de Janeiro, no dia 29 de setembro de 1908. Em seu velório, comparecerem as maiores personalidades do país. Rui Barbosa, um dos juristas mais aplaudidos da época, fez um discurso de despedida com elogios ao homem e escritor.

Levado em uma carreta do Arsenal de Guerra, só destinada às grandes personalidades, um grande cortejo fúnebre saiu da Academia para o cemitério de São João Batista, onde foi enterrado. [...]

(Para ler a biografia completa, acesse a fonte do texto acima: ebiografia.com / https://cutt.ly/klM5UOP) 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

DIVIRTA-SE EM CASA #13: TÔ EM CASA, MAS NÃO TÔ PARADO!

Aqui você tem uma lista de vídeos brasileiros e estrangeiros com demonstrações e sugestões de exercícios e atividades físicas para se fazer dentro de casa ou em um ambiente com distanciamento social. Não é porque estamos reclusos que devemos ficar sem nos exercitar, não é mesmo? Ao assistir os vídeos estrangeiros aproveite a oportunidade para também aprender um pouco mais dessa língua, já que enquanto observa você vai aprendendo novas palavras, como verbos de comando e instrução, preposições, e outros tipos de vocábulos, além dos que você já conhece. 

1. EXERCÍCIO FUNCIONAL - REDESCOBRINDO HABILIDADES E CONPETÊNCIAS
(Fonte: NR2 Prof Nilton - YouTube / https://cutt.ly/YlQwzIn)

2. POLICHINELO, SKIP, CORRIDA ESTACIONÁRIA, ATIVIDADE DO DEGRAU, ATIVIDADE DA CADEIRA, PASSADAS LARGAS
(Fonte: canal Givanildo Guarda - YouTube / https://bit.ly/3qVuJ2G)

3. ESTÁTUA YOGA - JÁ BRINCOU DISSO?
(Fonte: canal Prof Ramon Lima - YouTube / https://bit.ly/3dJpXRZ)

4. JOGO DO EQUILÍBRIO
(Fonte: canal Prof. Giovanni Minali - YouTube / https://cutt.ly/QlmTkkJ) 

5. DESAFIO DE AGILIDADE
(Fonte: canal Professor Ramon de Hollanda - YouTube / https://cutt.ly/ylmD84p)

6. DESAFIO DE EQUILÍBRIO
(Fonte: canal Arat ja Ujot - Our Stories - YouTube / https://cutt.ly/elm3GxO)

7. TRÊS ATIVIDADES DIVERTIDAS COM BAMBOLÊS E DISTANCIAMENTO SOCIAL
(Fonte: canal Motor-skill learning for children - YouTube / https://cutt.ly/Xlm7Nuz)

8. CONDICIONAMENTO COM PAPEL
(Fonte: canal The PE globe - YouTube / https://cutt.ly/ulm5W6r)

9. RALLYBALL 
Observação importante: o apresentador recomenda a prática da atividade em um lugar seguro dentro de casa, onde não haja pessoas ou animais circulando e que sejam retirados quaisquer objetos que possam ser quebrados.)
(Fonte: canal AtHomePhysEd - YouTube / https://cutt.ly/plm6JKZ)

10. QUIZ DE EDUCAÇÃO FÍSICA
(Fonte: canal Prof Ramon Lima - YouTube / https://cutt.ly/HlQehxA)

SUPER DICAS #7: CANAIS E SITES PARA VOCÊ APRENDER MAIS!

A seleção abaixo oferece aos
estudantes e professores uma lista de sites/canais para complementar o ensino/aprendizagem para a maioria dos componentes curriculares (disciplinas). Aqui, prevalece a criatividade, o bom humor e a diversão enquanto se ensina e se aprende. Gostaria de chamar a atenção para o site PhET que é sensacional, com centenas de simulações interativas, bem como para os canais NERDOLOGIA e MANUAL DO MUNDO. O KHAN ACADEMY dispensa elogios, bem como todos os outros da lista. 

1. PTABLE (https://bit.ly/3khRDib) é uma tabela de elementos químicos interativa que pode ser visualizada através de: propriedades, elétrons, isótopos e compostos. O site ainda traz vídeos, fotos e informações sobre propriedades dos elementos e isótopos, entre outras utilidades de metais, não-metais e semimetais. 

2. CIÊNCIA TUBE é um portal de vídeos didáticos de QUÍMICA e FÍSICA (https://bit.ly/2ZJhFS1)

3. BIOLOGIA TOTAL PROF. JUBILUT
O apresentador do canal se propõe a ensinar Biologia de forma criativa e divertida, para que você entenda como a vida funciona. (YouTube: https://bit.ly/2NC5CTR)

4. KHAN ACADEMY é uma organização sem fins lucrativos com o objetivo de mudar a educação para melhor, proporcionando uma educação de classe mundial livre para qualquer pessoa, em qualquer lugar.  As playlists do canal no YouTube estão divididas por assuntos e também pelos anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, abrangendo todos os componentes curriculares (disciplinas). Este é o canal oficial do YouTube em Português: https://bit.ly/3knjmhw. Você também pode visitar o site em: http://pt.khanacademy.org/ 

5. CIÊNCIA EM SHOW 
O objetivo da equipe de professores/apresentadores do canal é “ensinar e comunicar a ciência de maneira eficiente, descomplicada e descontraída.” Segundo eles, suas propostas são fundamentadas em sólidos referenciais teóricos e trazem uma visão atual da educação, que aproveita espaços diversos para facilitar a aprendizagem.
“Entendemos que a ciência é fundamental para o desenvolvimento do país e que o cidadão que sabe lidar com conceitos científicos básicos tem uma melhora significativa na qualidade de vida, torna-se mais crítico e apto ao empreendedorismo.”
(Site: https://bit.ly/3slUjxY)

6. CINEstoria
O canal onde o cinema se mistura com a História. Ou será a História que se mistura com o cinema? CINEstoria - Cinema + História como você nunca viu.
(Site: https://bit.ly/3kjFRnc)


7. MANUAL DO MUNDO
Aqui você encontra entretenimento educativo, com conteúdos que despertam a curiosidade e criatividade. Esta produtora de conteúdos faz vídeos educativos e de treinamento para a internet e produz objetos educacionais digitais para editoras de livros pedagógicos. Também oferece palestras sobre inovação na educação e o bom uso de recursos digitais nas escolas. Uma das seções interessantes é a MAKER. (canal YouTube: https://bit.ly/3uuwuWr)
Site: 
https://bit.ly/3klLbqw


8. NERDOLOGIA é um grande canal de comunicação científica do Youtube que preza pelo profissionalismo. Os episódios são roteirizados e narrados por Atila Iamarino – doutor em microbiologia pela USP, e Filipe Figueiredo, historiador formado na mesma instituição. Empresas
como Petrobrás, EA Games, Ubisoft, Universal Pictures, Sony Pictures são apenas algumas das multinacionais que já patrocinaram diversos episódios que foram ao ar no canal. Com 2,2 milhões de inscritos e 200,3 milhões de visualizações em 30 de novembro de 2018, o Nerdologia foi criado em 2010 e é atualizado duas vezes por semana, alternando entre temas de ciências humanas e exatas ou biológicas focalizando, principalmente, em análises científicas de cultura pop, de forma leve e com embasamento teórico, conversando com o público jovem que se interessa por temáticas de quadrinhos, animações, videogames, etc. (https://bit.ly/3aMNFLh)


9. PhET – Site de simulações interativas da Universidade do Colorado, EUA.
Um site voltado ao ensino e aprendizagem que oferece conteúdos ótimos de: Matemática, Física, Química, Biologia, Ciências da Terra, Protótipos e Simulações. Por meio de abordagens inclusivas de design, estamos criando simulações interativas acessíveis que permitem aos alunos vivenciar as ciências e as práticas matemáticas de novas maneiras. No processo, estamos enfrentando os principais desafios no desenvolvimento de software, tecnologia assistiva e educação científica.
PARA OS PROFESSORES: As simulações PhET são ferramentas muito flexíveis que podem ser usadas de muitas maneiras. Aqui você encontra vídeos e recursos para aprender sobre formas eficazes de integrar simulações PhET em sua aula. 
(site: https://bit.ly/2NXqu7Q)


Assista abaixo ao vídeo de apresentação do site PhET que explica sobre as simulações.

(Fonte: canal Física com Mestre Roger - YouTube / https://bit.ly/3usAwP8)

SUPER DICA #6: CAMPANHA #ARQUIVO NOSSO DE CADA DIA

Estes vídeos fazem parte da campanha #ArquivoNossoDeCadaDia​, uma iniciativa do Arquivo Público do Estado de São Paulo, que traz dicas de profissionais da área para ajudar você a cuidar de seus arquivos, impressos ou digitais, além de depoimentos de cidadãos sobre a relação com seus documentos pessoais. Em vídeos curtos, venha aprender com especialistas como organizar, preservar, recuperar e até mesmo gerenciar a produção de documentos do nosso dia-a-dia e coleções pessoais; como fotografias, livros, cds, discos, dvds, vhss, contas pagas, cartas, diários e outros registros de memória familiar.1. 

1. APRESENTAÇÃO DA CAMPANHA
Flávio Ricci Arantes, diretor de difusão e apoio à  pesquisa do Arquivo Público do Estado de São Paulo, apresenta a proposta da campanha #ArquivoNossoDeCadaDia​ no contexto da pandemia da covid-19, quando grande parte da população está passando a quarentena em casa e percebendo a quantidade de documentos e coleções acumulados sem organização em locais nem sempre adequados mas que merecem cuidado, seja porque podem ser utilizados como prova de direitos ou porque precisam ser preservados porque registram a memória pessoal ou familiar.

(Fonte: canal Arquivo Público do Estado de São Paulo - YouTube / https://bit.ly/3dxJF37)

2. COMO ORGANIZAR MEUS DOCUMENTOS EM CASA?
Maria Fernanda Mendes e Freitas, arquivista (Unesp-Marilia) e coordenadora de acervo da Fundação Energia e Saneamento (Museu da Energia), apresenta de uma maneira bem simples, em menos de cinco minutos, algumas dicas de como deixar seus documentos pessoais organizados para acessá-los facilmente sempre que precisar.

(Fonte: canal Arquivo Público do Estado de São Paulo - YouTube / https://bit.ly/37ER0dc)

3. ARQUIVOS PESSOAIS: VOCÊ É SEU ARQUIVO
Elisabete Marin Ribas, que atua na equipe técnica do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP), nos conduz a uma reflexão sobre como nossas memórias e histórias são únicas e que, somadas aos nossos documentos convencionais, compõem nosso arquivo pessoal, como lembranças afetivas nos tornam arquivos vivos e cada arquivo pessoal, único, se entrelaça formando a beleza da História.

(Fonte: canal Arquivo Público do Estado de São Paulo - YouTube / https://bit.ly/3aF7DHQ)

4. COMO ELIMINAR MEUS DOCUMENTOS SEM MEDO
Ieda Pimenta Bernardes - historiadora, professora e diretora do Departamento de Gestão do Sistema de Arquivos do Estado de São Paulo (DG-SAESP) do Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP) - orienta as pessoas a terem prudência e atenção na hora de eliminar documentos pessoais. Faz a distinção entre documentos que podem ser eliminados após o cumprimento de prazos de guarda determinados em leis, códigos e regulamentos e aqueles que devem ser preservados para a garantia de direitos e para servir de testemunho.

(Fonte: canal Arquivo Público do Estado de São Paulo - YouTube / https://bit.ly/3aHS56b)

Observações:
1. No canal oficial do Arquivo Público do Estado de São Paulo, na plataforma YouTube, você encontrará outros vídeos interessantes e que poderão ajudá-lo em seu dia-a-dia. 
2. Endereço do site: arquivoestado.sp.gov.br

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

LIVRO DA SEMANA 3: GRANDE SERTÃO: VEREDAS, de João Guimarães Rosa

"O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem."
João Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas

João Guimarães Rosa é um dos grandes escritores da literatura brasileira, considerado um experimentalista, com sua prosa poética cheia de neologismos e variados recursos linguísticos e poéticos que transformam seu texto em uma melodia cheia de significados mais ocultos do que explícitos. Pesquisador de campo, ele andava sempre com um bloco de notas no bolso quando viajava pelo sertões de Minas, Goiás e Bahia,  para anotar o modo de falar das pessoas do campo, o que lhe serviria, mais tarde, de material riquíssimo na elaboração de sua obra literária. Seu pai o estimulava muito quando criança e ainda jovem nesse hábito prazeroso de contar e ouvir “causos”, muitos deles misteriosos. Em suas histórias, cujos personagens são sempre os homens simples do campo, Guimarães Rosa aborda temas existenciais de caráter universal como o bem e o mal, Deus e o diabo, amor, violência, morte, angústias, os quais também são pertinentes ao homem urbano, e, por isso, seus livros estão na categoria de Literatura Universal. Quem diria que um garoto mineiro, da cidadezinha de Cordisburgo, um dia se tornaria médico, depois diplomata poliglota, vivendo em vários países e representando oficialmente nosso Brasil, e ainda seria um escritor renomado e consagrado! Pois é! Talento é talento! E talento com esforço, estudo, curiosidade e criatividade dá nisso!
Considerado não somente sua
obra-prima, mas também um dos melhores romances da literatura brasileira, Grande Sertão: Veredas até hoje desafia a crítica, os leitores e os estudiosos de literatura. A história se assemelha a um monólogo (embora não o seja) do começo ao fim, cujo narrador é o personagem principal, o jagunço Riobaldo. Publicado em 1956, o romance chama atenção não somente pelas suas mais de 600 páginas (um "tour de force"¹ para leitores menos experientes) como também por não ser dividido em capítulos. Nesse romance, Guimarães Rosa utilizou elementos do experimentalismo linguístico característico da primeira fase do Modernismo juntamente com a temática regionalista da segunda fase do movimento, criando uma obra única e diferente de todas as outras. 
Essa obra teve adaptações para o cinema e a mais famosa foi realizada pela Rede Globo no ano de 1985, em forma de minissérie, na qual os personagens principais foram interpretados pelos atores Tony Ramos, como Riobaldo, e Bruna Lombardi, como Reinaldo/Diadorim.
1. "tour de force" é uma expressão francesa utilizada em português que significa "grande esforço"
(Texto: André Luiz Gattás)

Leia abaixo alguns trechos de resenhas sobre Grande Sertão: Veredas (se quiser ler a resenha na íntegra, clique no link em destaque)

[...] Acredito que quase tudo já tenha sido falado e pesquisado sobre “Grande Sertão Veredas” e sobre seu autor, João Guimarães Rosa. Confesso que quando resolvi ler “Grande Sertão: Veredas” me senti entrando em um tipo de atmosfera literária em que eu teria uma imensa dificuldade em ler. A obra traz uma linguagem da qual não sou muito íntimo - a linguagem de Guimarães Rosa não é convencional, é irregular, intimida. Mas tudo isso é passado. Posso dizer, com toda a segurança, que me senti muito envolvido, muito confortável com a história de Riobaldo, e fascinado com a poesia e a erudição do autor. “Grande Sertão Veredas” é realmente uma obra fantástica.
Meu único contato com a obra de Guimarães Rosa havia sido através de “A Terceira Margem”, um conto magistral de seu livro “Primeiras Estórias”, e só. Mas foi graças a esse conto que resolvi tomar coragem e encarar “Grande Sertão Veredas”.
Guimarães Rosa, desde criança, era um ouvinte das histórias que lhe eram contadas. Buscou na fala regional do centro norte de Minas Gerais a matriz do seu estilo. Como médico, antes de ser diplomata, percorreu toda a região, atendendo a doentes e ouvindo histórias no reino dos bois, no reino dos vaqueiros e dos contadores. Seu contato e convívio com os narradores orais, traz a marca desse universo dos mestres da narração. [...]
(Fonte: bonslivrosparaler.com.br / https://cutt.ly/alwN302)

[...] Aos 9 anos, João se mudou para Belo Horizonte com seus avós maternos, apesar de sempre voltar para Cordisburgo nas férias com a intenção de rever sua cidade-natal, seus amigos e outros familiares. Seu avô, de quem recebeu muita influência, foi professor, médico, escritor e filósofo, inclusive envolvendo João em saraus literários semanais que recebiam em sua residência grandes nomes das letras mineiras.
Desde cedo, João Guimarães Rosa foi leitor assíduo: frequentava a biblioteca pública de Belo Horizonte por horas a fio e alguns dizem que ele até levava lanches para não “perder tempo almoçando”. [...]
(Fonte: luizacipriani.medium.com / https://cutt.ly/SlqYNd4)

Tem livros para os quais a gente precisa voltar de vez em quando e Grande sertão: veredas certamente é um deles. Terminei a primeira releitura nas últimas semanas, mais de 10 anos depois da primeira jornada, e o resultado? Gostei ainda mais do romance de Guimarães Rosa, que já era um dos meus preferidos da vida. [...]
O trecho acima é da resenha 5 coisas marcantes em “Grande Sertão: Veredas” que está dividia assim:
1.      Aquele começo desconcertante
2.      É a história de amor mais dolorida da literatura brasileira – quiça, do mundo
3.      Um sertão bem diferente daquele que você acha que conhece
4.      ... mas também muito parecido em outras coisas.
5.      É um livro sobre ética e justiça, numa perspectiva filosófica
(Fonte: lombadaquadrada.com / https://cutt.ly/SlqUT7A)

[...] É em meio ao bando de pistoleiros que o protagonista reencontra Reinaldo, também jagunço do grupo. Riobaldo desenvolve um afeto diferente por Reinaldo, que posteriormente revela que seu nome verdadeiro era Diadorim. [...]
[...] Assim, com a convivência, Riobaldo e Diadorim se tornam mais próximos e o sentimento em Riobaldo cresce ainda mais, até que ele aceite e admita que nutre um “amor torto” pelo colega, algo impossível de se concretizar.
E de repente eu estava gostando dele, num descomum, gostando ainda mais do que antes, com meu coração nos pés, por pisável; e dele o tempo todo eu tinha gostado. Amor que amei – daí então acreditei.
(Fonte: culturagenial.com / https://cutt.ly/dlqIVRc)

[...] Nesse romance totalmente ambíguo, lidamos com os conflitos de um jagunço reflexivo que: apesar de ter uma noiva, se apaixona por um homem; é religioso, mas faz um pacto com o diabo. Os conflitos de Riobaldo podem ser resumidos na disputa entre o bem e o mal. Embora esses valores sejam relativos, a depender de quem os julga.
Esse é um livro que fica melhor a partir da segunda leitura, pois há tantos detalhes para perceber, interpretar e se deliciar que uma leitura apenas não basta. [...]
(Fonte: oquevidomundo.com / https://cutt.ly/KlqOd8p)

[...] Guimarães Rosa era mestre das palavras, transitava como poucos entre a prosa e a poesia. Empregou elementos nunca antes utilizados na prosa brasileira, elementos como metáforas, aliterações, onomatopeias e ritmo. A força criadora de Rosa inventou uma nova linguagem, permeada por neologismos e empréstimos linguísticos, resgatou termos em desuso e explorou novas estruturas sintáticas para recriar a linguagem do homem simples do interior. Por esse e outros tantos motivos, Grande Sertão: Veredas é um daqueles livros inesquecíveis, que fazem parte da bibliografia básica de todo apaixonado pela literatura. [...]
(Fonte: brasilescola.com.br / https://cutt.ly/alwBOHv)

[...] Como já dito, Riobaldo, o narrador em primeira pessoa do livro, é um jagunço que se dispõe a relatar sua história de vida para um “doutor” que vem da cidade e resolve o entrevistar. Em primeira vista, se assemelha muito a um monólogo, apesar de não o ser, devido à presença de sinais sutis de que há um interlocutor, ainda que este não se manifeste diretamente. Somente nos é possibilitado conhecer que há alguém mais ali através de comentários do próprio Riobaldo, já que não há nenhuma fala direta além das suas. [...]
(Fonte: luizacipriani.medium.com / https://cutt.ly/blwNUvF)

VÍDEO-RESENHAS DE "Grande Sertão: Veredas"

(Fonte: canal Companhia das Letras / José Miguel Wisnik - YouTube / https://cutt.ly/qlruCYI)


(Fonte: canal Ler Antes de Morrer, Isabella Lubrano - YouTube / https://bit.ly/3biYsMl)

(Fonte: canal Casa do Saber, Yudith Rosenbaun / https://bit.ly/2ZCPfJ3) 

(Fonte: canal Carmem Lúcia - YouTube / https://bit.ly/2NJK7A9)

(Fonte: canal Arte 1, Programa Poesia e Prosa, Maria Bethania - YouTube / https://cutt.ly/ulriS0t)

Em entrevista à TV alemã, em 1962, Guimarães Rosa explica 'Grande Sertão Veredas'. As imagens foram retiradas do documentário “Outro Sertão”, dirigido por Adriana Jacobsen e Soraia Vilela e é uma coprodução Galpão Produções/Instituto Marlin Azul.


(Fonte: canal Estadão - YouTube / https://cutt.ly/wlrpVMu)

QUEM FOI JOÃO GUIMARÃES ROSA

Nascido em 27 de junho de 1908, na cidade mineira de Cordisburgo que, em uma mistura de latim e alemão significa algo próximo de “a cidade do coração”, de fato assim a foi para João Guimarães Rosa. A paixão pela sua terra natal é ainda hoje preservada através da transformação de sua casa em museu, com o nome do autor, em cuja entrada se lê:

O pai de Guimarães Rosa era juiz de paz, vereador e comerciante na região. Por isso, seu armazém era um ponto de encontro de tropeiros e viajantes, que desde cedo entusiasmavam o menino com suas aventuras e, mesmo sem saber, semeavam o cerne do que viria a se tornar obras de destaque da literatura nacional.

Aos 9 anos, João se mudou para Belo Horizonte com seus avós maternos, apesar de sempre voltar para Cordisburgo nas férias com a intenção de rever sua cidade-natal, seus amigos e outros familiares. Seu avô, de quem recebeu muita influência, foi professor, médico, escritor e filósofo, inclusive envolvendo João em saraus literários semanais que recebiam em sua residência grandes nomes das letras mineiras.

Desde cedo, João Guimarães Rosa foi leitor assíduo: frequentava a biblioteca pública de Belo Horizonte por horas a fio e alguns dizem que ele até levava lanches para não “perder tempo almoçando”.

“O homem nasceu para aprender, aprender tanto quanto a vida lhe permita.” — João Guimarães Rosa

Influenciado pelo avô médico, João foi aluno da Faculdade de Medicina de Belo Horizonte (atual UFMG) e ao graduar-se decidiu abrir uma clínica na cidade de Taquara, onde ainda não havia presença desse tipo de profissional. Com isso, tornou-se muito querido na região, atendendo doentes a cavalo pelas fazendas e casebres.

Mais adiante, Guimarães Rosa estudou línguas estrangeiras e acabou optando por tomar o rumo da diplomacia. Para isso, foi morar no Rio de Janeiro e em seguida foi nomeado vice-cônsul em Hamburgo, na Alemanha. Conta-se que o escritor ajudou inúmeras vítimas do nazismo a fugirem do Brasil, assinando o visto em seus passaportes.

Desde menino, porém, Joãozito nutriu verdadeira paixão pelas histórias de jagunços. Apesar de nunca ter morado no sertão (apenas o visitou 2 vezes), pedia ao seu pai detalhes da vida nessa região e dizia que “o sertão está na cabeça”, ou seja, ele mesmo o inventava e o tornava cenário e personagem se suas obras.

“ O sertão é dentro da gente” — João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas

Antes de escrever Grande Sertão: Veredas, inclusive, João Guimarães Rosa realizou uma viagem de 10 dias pelo sertão, acompanhado de jagunços, boiadeiros e um pequeno caderninho, onde fazia anotações daquela linguagem e estilo de vida tão próprios da região. E foi justamente por essa característica, entre tantas outras peculiaridades, que as obras de Guimarães Rosa se tornaram grandiosas, cheias de neologismos, regionalismos e musicalidade (conta-se, inclusive, que o escritor pedia para sua filha ler suas obras em voz alta, para que ele pudesse sentir e aprovar a musicalidade de suas próprias frases).

Suas grandiosas obras o levaram a ser escolhido, por unanimidade, para a Academia Brasileira de Letras. Anos depois de ser convocado, decidiu tomar posse em 16 de novembro de 1967, exatos 3 dias antes de falecer subitamente por causa de um infarto. 

(Fonte: luizacipriani.medium.com / https://cutt.ly/SlqYNd4)


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