E. E. Professor Joaquim Pinto Machado Junior BLOG da SALA de LEITURA - eeprofmachadinho.blogspot.com
Neste blog você encontra resenhas de livros de nosso acervo, além de outras seções voltadas às artes em geral, ao entretenimento, à tecnologia, à ciência e outros assuntos.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2021
Bem-vindos a 2021! Com muita leitura!
quinta-feira, 17 de dezembro de 2020
LIVRO DA SEMANA 2: SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO, de William Shakespeare
Abaixo você tem trechos de algumas resenhas sobre a obra e seu link
para lê-las na íntegra.
“[...] Nesse momento, com os
quatro perdidos pela floresta, é muito fácil se confundir entre quem está
apaixonado por quem, ou fugindo de quem. Além disso, eles se misturam com os habitantes
da floresta, duendes, fadas e elfos divididos em meio à rixa entre seus reis,
Oberon e Titânia. Encontros e desencontros, beijos e desentendimentos, feitiços
e brincadeiras, uma ciranda de amor e ódio. Até o dia amanhecer, muitas
confusões irão acontecer nessa floresta, pois tem muita fantasia reservada para
esta noite de verão. [...]”
(Fonte: BANDEIRA, Ili. Resenha: Sonho de Uma Noite de Verão /
William Shakespeare. Disponível em: O Clube da Meia Noite / https://bit.ly/3r6rJkn)
“[...] Sonho de Uma Noite de
Verão é uma peça um tanto desafiadora para se escrever uma resenha, pois são
diversas histórias, que, de alguma maneira, se entrelaçam. Então, já te peço
licença, porque isso é apenas uma tentativa de resumir a confusão que é essa
obra. Bem, acompanhamos três histórias: a primeira, e principal, é a dos
amantes apaixonados Hérmia, Lisandro, Demétrio e Helena; a segunda, é a de
Oberon, Titânia e Puck, que são seres sagrados da floresta; e, por fim, a
terceira e última (e mais hilária também) é a história dos artesãos que estão
montando uma peça para apresentar no casamento de Teseu e Hipólita, o qual é o ponto
em comum das três narrativas. “[...] Podemos destacar ainda, em Sonho de Uma
Noite de Verão, a crítica que Shakespeare faz sobre a função da arte,
especialmente o teatro, para a alta sociedade através da metalinguagem. Ao
representar atores através de artesãos amadores, mostra como a arte era
encarada, — e infelizmente ainda é -, apenas como puro entretenimento. Pouco se
valoriza o trabalho criativo dos artistas e a função social da arte, que trata
de desvendar os mais profundos sentimentos humanos, além de oferecer outros
pontos de vista para o público, mudando assim a forma de pensar das pessoas e,
como consequência, sua realidade. [...]”
(Fonte: MORAES, Polly. Sonho De Uma Noite De Verão: Uma Ode Ao
Amor Não Correspondido. Disponível em médium.com / https://bit.ly/38fREgY)
“[...] A história de
Shakespeare explora de forma divertida a idolatria amorosa em oposição ao amor
verdadeiro. Se na vida real criaturas mágicas não existem, o mesmo não se pode
dizer das paixões súbitas, tão ardentes como passageiras. Como seus alunos veem
a paixão? Será que concordam com o poeta Vinícius de Moraes, quando ele diz que
o amor é eterno enquanto dura? [...]”
“[...] Em uma das passagens da
peça, Helena lamenta: “as pessoas apaixonadas veem o que imaginam, não o que
seus olhos enxergam e, portanto, o Cupido alado é pintado com vendas nos
olhos”. Como seus alunos entendem esse trecho? É possível relacioná-lo com o
ditado popular que diz que o amor é cego? [...]”
(Fonte: britishcouncil.org.br
/ https://bit.ly/37utCQg)
Assista abaixo algumas
vídeo-resenhas sobre esta obra.
QUEM FOI WILLIAM SHAKESPEARE?
Para ler biografias mais completas sobre William Shakespeare:
- FRAZÃO, Dilva. William Shakespeare - Dramaturgo e poeta inglês. Disponível em: ebiografia.com / https://bit.ly/3p2jrrN
terça-feira, 15 de dezembro de 2020
LIVRO DA SEMANA 1: UM CONTO DE NATAL ou UMA CANÇÃO DE NATAL, de Charles Dickens
"A senhora Gamp era velha e gorda, com voz rouca e olhos úmidos, os quais conseguia facilmente revirar e mostrar a parte branca. Tinha pescoço muito curto, de modo que lhe custava muito virar para olhar seus interlocutores... O rosto da senhora Gamp, o nariz especialmente, era vermelho e inchado, de modo que era difícil apreciar sua companhia sem se recordar do cheiro de bebida."
(Texto: André Luiz Gattás)
Abaixo
você pode ler trechos de algumas resenhas sobre este livro ou lê-las na
íntegra, acessando o link em destaque.
“
[...] O que eu mais gosto de ler nos livros clássicos passados nos séculos
XVIII e XIX é a chance de poder observar os costumes, os lugares, os
comportamentos e a vida das pessoas pelos olhos de alguém que viveu muito
daquilo que escreveu. Vocês podem achar minha afirmação um pouco óbvia, mas na
verdade ela não é tão tola assim, pois se vocês prestarem bem atenção nos
livros de escritores do século XX em diante, é possível, sim, você ver os
costumes europeus de antigamente, mas não de forma tão fiel, tão real e tão
prazerosa como acontece quando você lê, por exemplo, Um Conto de Natal, uma
história que se consagrou durante os anos
e que leva o leitor a observar toda a postura que alguns ricos tinham em
relação a pobreza, como alguns deles exploravam as crianças ao fazê-las
realizarem trabalhos infantis e principalmente, como o autor usa a sua própria
experiência de vida para nos contar tudo isso. [...]”
(Fonte:
VITORINO, Isabelle. Resenha Especial: Um
Conto de Natal por Charles Dickens. Disponível em: mundodoslivros.com / https://bit.ly/384uuKp)
"[...]
Um Conto de Natal" do britânico Charles Dickens (1812-1870) é uma das
histórias mais famosas da literatura ocidental. O enredo nos traz a figura de
Ebenezer Scrooge, um avarento homem de negócios londrino, rabugento e
solitário, que não demonstra um pingo de bons sentimentos e compaixão para com
os outros. Scrooge não deixa que ninguém se aproxime e rompa a sua dura
carapaça, preocupando-se apenas com os negócios, o dinheiro e os lucros. No
anoitecer frio da véspera natalina, ele é visitado pelo fantasma de Jacob
Marley (seu antigo sócio comercial, morto há sete anos) que o repreende e
anuncia que Scrooge se prepare, pois será visitado por três espectros do seu
próprio passado, presente e futuro... A história da redenção do velho Scrooge
vêm comovendo adultos e crianças de todas as épocas. [...]”
(Fonte:
VIEIRA, Luiza Helena. Resenha #343: Um Conto de Natal - Charles
Dickens (L&PM). Disponível em: balaiodebabados.com.br / https://bit.ly/38dwMHg)
“[...]
Um conto de Natal (A Christmas Carol) de Dickens evoca elementos inerentes ao
Natal como a solidariedade, gentileza, caridade, perdão e autoconhecimento em
um mundo marcado pelo egoísmo no século XIX, fato presente também na era
contemporânea. Ler Dickens é ressignificar a essência do Natal, partindo de
situações triviais que se tornam primordiais à vida em sociedade. [...]”
(Fonte: Agnes Cássia. {Resenha} Um Conto de Natal (A Christmas Carol) – Charles Dickens. Disponível
em: gotasdeepifania.wordpress.com / https://bit.ly/34gC1Vr)
Assista abaixo à algumas vídeo-resenhas da obra.
(Fonte: canal Ler Antes de Morrer - Isabella Lubrano / YouTube / https://bit.ly/3aew7aR)(Fonte: canal Por Paixão / YouTube / https://bityli.com/ergJl)
Visite o Charles Dickens Museum (dickensmuseum.com)onde foi sua antiga residência em Londres e com muitas coisas interessantes para ver, inclusive um tour interativo virtual!
Charles John Huffam Dickens, conhecido como Charles Dickens, nasceu em Landport, no sul da Inglaterra, no dia 7 de fevereiro de 1812, era filho de Elizabeth Barrow e de John Dickens.
Seu pai era escriturário da Tesouraria da Marinha na cidade de Portsmouth, mas vivia de empréstimos sem conseguir pagá-los. Em 1822 resolve fugir para Londres, levando consigo a família.
Morando em um sótão de uma rua pobre de Londres, em 1924, John é preso por dívidas. Com 12 anos, Charles Dickens passou a trabalhar numa fábrica de graxa, onde permaneceu por vários meses.
Sua servidão termina e ele volta à escola quando sua avó morre e seu pai recebe uma herança, com a qual paga as dívidas e reconquista a liberdade.
Charles Dickens volta a estudar e entra na Wellington House Academy, mas logo teve que deixar a escola e arrumar novo emprego.
Em 1827 emprega-se como aprendiz na casa de um procurador judicial. Aos 20 anos, estenógrafo diplomado, coloca-se no jornal True Sun, para relatar reuniões parlamentares e campanhas eleitorais.
Em 1831 emprega-se como repórter parlamentar. Viajando pelas províncias inglesas, se divertia anotando episódios pitorescos.
Primeiras Crônicas
Em 1833, Charles Dickens envia para o Monthly Magazine uma pequena crônica, sem assinatura. Um mês mais tarde, verifica que seu texto fora publicado e era lido por muita gente.
O sucesso o levou a redigir uma série de crônicas em linguagem leve e fácil, narrando fatos reais e fictícios da classe média londrina.
Assinava-as com o pseudônimo de "Boz", no Morning Chronicle, que era o jornal londrino de maior circulação. Em 1835 publica “Esboço de Boz”, em dois volumes.
Em 1837, “Boz” é convidado para acrescentar textos aos desenhos do artista Seymour, para publicá-las em capítulos mensais.
Dickens aceita e impõe que, ao invés de redigir de acordo com os desenhos, estes ilustrassem os seus textos. Nasce assim “As Aventuras do Sr. Pickwick” (1837), obra publicada em fascículos.
Dickens conseguiu elaborar uma obra de valor, que, de acordo com a mentalidade vitoriana, descrevia com saudosismo uma Inglaterra romântica e irreal.
Criou duas personagens, “Pickwick” e “Sam Weller”, que recordam Dom Quixote e Sancho Pança, do espanhol Cervantes.
O Sucesso de Dickens
O rápido êxito fazia Dickens concluir um livro e iniciar outro, sem interrupção. A vaidade e a ânsia de reconhecimento público não lhe permitiam descansar.
Em 1838 publica “Oliver Twist”, onde relata os infortúnios de um menino órfão que mora em um albergue e trabalha em uma fábrica, de onde foge para conviver com marginais, mas não se corrompe.
A obra é um sombrio melodrama, o mais sinistro de seus romances, considerado um ensaio social, onde descreve os horrores do trabalho nas fábricas.
No romance seguinte, “Nicolas Nickleby” (1839), Dickens associa o cômico ao trágico. A obra é uma condenação dos internatos, dirigidos por professores perversos e ignorantes.
Em 1842 foi aos Estados Unidos. A princípio recebido como ídolo, provocou a antipatia da imprensa local, ao declarar, em um banquete em sua homenagem, que os editores americanos não pagavam os direitos autorais aos romancistas ingleses.
Em 1843, publicou “Contos de Natal”, que é quase um conto de fadas e tornou-se parte integrante da mitologia natalina anglo-saxônica. Ostros livros com o mesmo tema são: “O Carrilhão” e “O Grilo na Lareira”, ambos de 1845.
Em 1844 viaja à Itália, estabelecendo-se em Gênova, de onde só retornaria um ano depois.
Em 1845, Dickens viajou a Paris, onde conheceu os maiores escritores franceses da época: Vitor Hugo, George Sand, Théophile Gautier e Alphonse de Lamartine.
Obra-Prima – David Copperfield
Novamente em Londres, Charles Dickens publica sua obra-prima “David Copperfield” (1850), quase uma autobiografia.
Apesar dos exageros típicos da Era Vitoriana, o livro transmite uma poderosa experiência humana, e mais uma vez combate as instituições inglesas: o mau tratamento dispensado às crianças nas escolas, as condições dos operários e a humilhação do encarceramento por dívidas.
Muitas das criaturas que marcaram a vida do autor estão presentes no romance.
Grandes Esperanças (Great Expectations)
Grandes Esperanças, (1860) foi considerada mais uma das obras-primas de Charles Dickens. O livro conta a história de desilusão e redenção pessoal de Philip Pirrip ou só “Pip”.
Originalmente escrita em folhetim, foi posteriormente publicada em três volumes. A obra foi adaptada para a TV e para o cinema.
Representação Teatral
Charles Dickens ficou famoso e era solicitado como orador. Depois do êxito com a leitura dramática de “Carrilhões, Uma História de Duendes”, apresentou-se numa série de espetáculos semelhantes.
Entusiasmado, pediu ao amigo Wilkie Collins uma peça, que redigiu “Abismo Gelado”. Na estreia, Dickens, suas filhas mais velhas e Collins interpretaram os principais papeis e foram aplaudidos calorosamente.
Família
Em 1836, Charles Dickens casa-se com Catherine Hogarth, filha do redator chefe do Morning Chronicle, com quem teve dez filhos. Depois de vinte anos de casado, se apaixona pela atriz Ellen Ternan.
Com medo de perder a estima dos leitores, publica nos jornais uma longa declaração explicando que estava se separando da esposa pela incompatibilidade de gênios. Embora amasse Ellen até o fim da vida, não foi feliz.
Morte
Charles Dickens faleceu, em consequência de um acidente vascular cerebral, em Higham, Inglaterra, no dia 09 de junho de 1870. Seu corpo foi sepultado na Abadia de Westminster.
Encontra-se escrito em sua lápide: “Apoiante dos pobres, dos que sofrem e dos oprimidos, com sua morte, um dos maiores escritores da Inglaterra desapareceria para o mundo". A casa em que morou foi transformada em museu.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
CULTURA ONLINE #5: PINACOTECAS, MUSEUS E CENTROS CULTURAIS DA CIDADE DE SÃO PAULO

O Instituto Tomie Ohtake, inaugurado em novembro de 2001, destaca-se por ser um dos raros espaços da cidade especialmente projetado, arquitetônica e conceitualmente, para realizar mostras nacionais e internacionais de artes plásticas, arquitetura e design.
Como homenageia a artista que lhe dá o nome, o Instituto desenvolve exposições que focalizam os últimos 60 anos do cenário artístico, ou movimentos anteriores que levam a entender melhor o período em que Tomie vem atuando, organizando mostras inéditas no Brasil como Louise Bourgeois, Josef Albers, Yayoi Kusama, Salvador Dalí, Joan Miró, entre outras.
(Fonte: institutotomieohtake.org.br)
4. FUNDAÇÃO MARIA LUISA E OSCAR AMERICANO - Morumbi, em frente ao Palácio dos Bandeirantes.
É um salão, localizado na
antiga residência de um casal que o cedeu para a cidade de São Paulo como um
lugar ao mesmo tempo de lazer e cultura, devido à presença de uma uma extensa
mata que pode ser comparada a um parque, e de uma vasta
diversidade de obras sobre a história do Brasil que podem ser consultadas. O
museu, que está na antiga casa de moradia do casal, conta com um acervo de
pinturas, tapeçarias prataria e também móveis.
Além disso, o espaço mantém uma agenda de concertos de música erudita, um salão de chá, um parque com 75.000 m², com vários exemplares de árvores de nossa flora e considerado uma das mais importantes reservas ecológicas da cidade, onde você pode passear, ler, meditar ou brincar com as crianças em meio à natureza.
Além disso, o espaço mantém uma agenda de concertos de música erudita, um salão de chá, um parque com 75.000 m², com vários exemplares de árvores de nossa flora e considerado uma das mais importantes reservas ecológicas da cidade, onde você pode passear, ler, meditar ou brincar com as crianças em meio à natureza.
5. PLANETÁRIO ARISTÓTELES ORSINI - Parque do Ibirapuera
o Planetário Aristóteles Orsini
foi o primeiro planetário do Brasil, inaugurado em janeiro de 1957, e é
administrado pela Prefeitura de São Paulo através da Universidade Aberta do
Meio Ambiente. O prédio é importante patrimônio histórico, científico e cultural,
tombado pelo Conselho Municipal de Tombamento e Preservação do Patrimônio
Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) e pelo
Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico
do Estado (Condephaat).
No planetário funciona um
projetor ultrapassado do século passado da empresa de lentes alemã Carl Zeiss.
INFORMAÇÕES:
Tipo: Planetário Fixo
Capacidade máx.: 300 pessoas
Diâmetro da Cúpula: 18 metros
Marca: Zeiss
Modelo: Star Master
Instituição: Secretaria
Municipal do Verde e do Meio Ambiente
Endereço: Av. Pedro Alvares Cabral - Portão 10, Parque
Ibirapuera
E-mail:
agendamentoescolarplanetarioibirapuera@prefeitura.sp.gov.br
Website: www.prefeitura.sp.gov.br/planetarios
Telefone: (11)
5575 5206
Tipo: Planetário Fixo
Capacidade máx.: 300 pessoas
Diâmetro da Cúpula: 18 metros
Marca: Zeiss
Modelo: Star Master
Instituição: Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente
Endereço: Av. Pedro Alvares Cabral - Portão 10, Parque Ibirapuera
E-mail: agendamentoescolarplanetarioibirapuera@prefeitura.sp.gov.br
Website: www.prefeitura.sp.gov.br/planetarios
Telefone: (11) 5575 5206
terça-feira, 8 de dezembro de 2020
LIVRO DA SEMANA: DOIS IRMÃOS, de Milton Hatoum
(Fonte: DOMINGOS, Mariane. [Resenha] Dois Irmãos. Disponível em: achadoselidos.com.br / https://bit.ly/3lRSjtK)
[...] A narrativa avança e recua no tempo, cabendo ao leitor estabelecer uma cronologia linear. Os problemas vão sendo revelados aos poucos, encadeados para solucionar ou suspender os enigmas da história.
Isto ocorre porque quem narra a história, como se verá, também é um personagem que participa dela muito de perto. Aos poucos o livro nos revela quem é este personagem e o que o motivou a contar esta história da qual ele é testemunha (e quando os eventos ocorreram antes de seu nascimento, os responsáveis por lhe contar as histórias da família são Halim e Domingas). [...]
(Fonte: DUARTE, Pedro. Resenha do livro Dois Irmãos. Disponível em: medium.com / https://bit.ly/33T3zjg)
Milton Hatoum (Manaus, Amazonas, 1952). Romancista, contista, professor e tradutor. Destaca-se por retratar conflitos pessoais e familiares no contexto geográfico, histórico e sociocultural da Amazônia, inspirando-se em sua vivência como descendente de libaneses e como migrante pelo Brasil.
Muda-se para Brasília em 1967 e lá permanece até 1970, quando vai para São Paulo. Diploma-se arquiteto pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP) e, ainda nesta cidade, trabalha como jornalista e professor.
No início da década de 1980, viaja para a Europa e estuda literatura comparada na Sorbonne Université. De volta ao Brasil, leciona literatura francesa na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), entre 1984 e 1999.
Um dos procedimentos centrais na construção dos romances de Hatoum é a fusão entre o social e o existencial: trata das histórias particulares de certos personagens sem descuidar da observação do contexto social e histórico em que eles vivem. Esse contexto envolve quase sempre o processo de integração dos imigrantes originários do Oriente Médio no Norte do Brasil e as repercussões da ditadura militar brasileira naquela região.
A tendência a incluir acontecimentos históricos na ficção decorre do fato de Hatoum ser um escritor de uma minoria (como os libaneses no Brasil), o que o impele a registrar "a voz dos esquecidos: vozes do passado soterradas em um espaço problemático marcado por tentativas de assimilação".
Estilisticamente, a prosa de Hatoum varia pouco de livro a livro (o que denota a unidade interna de sua obra), sendo construída com base em narradores que optam sempre por um tom informal, fluente e coloquial. Além de "econômico", o estilo de Hatoum é "ao mesmo tempo poético, cheio de figurações e estranhamentos”.
O real e o fantasiado se emaranham na escrita devido à abundância e detalhamento das descrições. Para o autor, "ninguém escreve do nada. As coisas que escrevemos são resultado das nossas experiências. A vivência é importante para a voz do escritor. Não dá para escrever sem a experiência de vida. É por meio dela que os autores encontram sua voz", diz, na mesa da qual participa na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), em 2016.
Mesclando elementos de suas memórias e experiências pessoais com o contexto sociocultural amazônico, Hatoum constrói narrativas complexas, que promovem reflexão sobre relações familiares e seus conflitos, miscigenação e relação entre culturas, colocando em discussão, por consequência, a tolerância ou intolerância ao outro.
(Fonte: https://enciclopedia.itaucultural.org.br / https://bit.ly/3qH76v1)
ANO 2024 - Bem-vindos!
CARDÁPIO DO MÊS - Abril 2024
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