quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

LIVRO DA SEMANA 2: SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO, de William Shakespeare

William Shakespeare é o rei dos temas que nunca envelhecem. Em Sonho de Uma Noite de Verão (A MIdsummer Night’s Dream), uma de suas inúmeras peças teatrais, ele explora o velho, porém muito atual, tema dos amores não correspondidos, construindo uma trama cheia de peripécias que é pura diversão e entretenimento. Lisandro, Hérmia, Demétrio e Helena, são quatro jovens que sofrem de amores não correspondidos e estão prometidos (como era de costume em sua época) para outras pessoas a quem não amam. Quando se encontram em um bosque, à noite, fadas, elfos e duendes se aproveitam da situação e deitam e rolam, aprontando com os quatro e criando muitas confusões! Sabemos que os apaixonados, muitas vezes, talvez na maioria delas, ficam cegos (daí a expressão “cego de paixão”) e perdem o bom senso e a noção de realidade. Shakespeare ilustra muito bem esse tipo de comportamento e
a cilada em que podemos nos meter quando não enxergamos mais nada além da pessoa amada ou que supomos que amamos. Entretanto, outras tramas paralelas também ocorrem no desenrolar da peça, como o ensaio de uma encenação de uma peça (metalinguagem) para o casamento do herói grego Teseu com Hipólita (mitologia grega), cujos atores são muito engraçados e dão um sentido muito particular à narrativa. Enfim, com toda essa mistura de mitologia grega com mitologia celta (seres da floresta), Shakespeare cria uma aparente confusão mas que na verdade é marcada pela divisão entre sonho e realidade. As personagens Teseu e Hipólita aparecem à luz do dia de ambos começo e fim da ação principal da peça e desaparecem durante toda a duração da ação, que se passa à noite na floresta, onde o mundo mágico toma vida. Voltam, então, a reaparecer quando o sol começa a nascer novamente, acabando com a noite mágica. Portanto, essas personagens são marcadores que pontuam realidade e fantasia. 
(Texto: André Luiz Gattás)

Abaixo você tem trechos de algumas resenhas sobre a obra e seu link para lê-las na íntegra.

“[...] Nesse momento, com os quatro perdidos pela floresta, é muito fácil se confundir entre quem está apaixonado por quem, ou fugindo de quem. Além disso, eles se misturam com os habitantes da floresta, duendes, fadas e elfos divididos em meio à rixa entre seus reis, Oberon e Titânia. Encontros e desencontros, beijos e desentendimentos, feitiços e brincadeiras, uma ciranda de amor e ódio. Até o dia amanhecer, muitas confusões irão acontecer nessa floresta, pois tem muita fantasia reservada para esta noite de verão. [...]”

(Fonte: BANDEIRA, Ili. Resenha: Sonho de Uma Noite de Verão / William Shakespeare. Disponível em: O Clube da Meia Noite / https://bit.ly/3r6rJkn)

“[...] Sonho de Uma Noite de Verão é uma peça um tanto desafiadora para se escrever uma resenha, pois são diversas histórias, que, de alguma maneira, se entrelaçam. Então, já te peço licença, porque isso é apenas uma tentativa de resumir a confusão que é essa obra. Bem, acompanhamos três histórias: a primeira, e principal, é a dos amantes apaixonados Hérmia, Lisandro, Demétrio e Helena; a segunda, é a de Oberon, Titânia e Puck, que são seres sagrados da floresta; e, por fim, a terceira e última (e mais hilária também) é a história dos artesãos que estão montando uma peça para apresentar no casamento de Teseu e Hipólita, o qual é o ponto em comum das três narrativas. “[...] Podemos destacar ainda, em Sonho de Uma Noite de Verão, a crítica que Shakespeare faz sobre a função da arte, especialmente o teatro, para a alta sociedade através da metalinguagem. Ao representar atores através de artesãos amadores, mostra como a arte era encarada, — e infelizmente ainda é -, apenas como puro entretenimento. Pouco se valoriza o trabalho criativo dos artistas e a função social da arte, que trata de desvendar os mais profundos sentimentos humanos, além de oferecer outros pontos de vista para o público, mudando assim a forma de pensar das pessoas e, como consequência, sua realidade. [...]”

(Fonte: MORAES, Polly. Sonho De Uma Noite De Verão: Uma Ode Ao Amor Não Correspondido. Disponível em médium.com / https://bit.ly/38fREgY)

“[...] A história de Shakespeare explora de forma divertida a idolatria amorosa em oposição ao amor verdadeiro. Se na vida real criaturas mágicas não existem, o mesmo não se pode dizer das paixões súbitas, tão ardentes como passageiras. Como seus alunos veem a paixão? Será que concordam com o poeta Vinícius de Moraes, quando ele diz que o amor é eterno enquanto dura? [...]”

“[...] Em uma das passagens da peça, Helena lamenta: “as pessoas apaixonadas veem o que imaginam, não o que seus olhos enxergam e, portanto, o Cupido alado é pintado com vendas nos olhos”. Como seus alunos entendem esse trecho? É possível relacioná-lo com o ditado popular que diz que o amor é cego? [...]”

(Fonte: britishcouncil.org.br / https://bit.ly/37utCQg)

Assista abaixo algumas vídeo-resenhas sobre esta obra.

(Fonte: canal Tatiana G. Feltrin / YouTube / https://bit.ly/3r6ww5l)

(Fonte: canal Aline Aimee / YouTube / https://bit.ly/38i3x63)

(Fonte: canal Mais Um Leitor / YouTube / https://bit.ly/37uxW1W)

QUEM FOI WILLIAM SHAKESPEARE?

Willian Shakespeare é o maior poeta e dramaturgo da Inglaterra e um dos maiores de todos os tempos. Suas obras que permaneceram ao longo dos tempos consistem de 38 peças, 154 sonetos, dois poemas de narrativa longa, e várias outras poesias. Suas obras são mais atualizadas do que as de qualquer outro dramaturgo e são consideradas quase todas obras-primas, dentre as quais citamos: Romeu e Julieta, Hamlet, Ricardo III, O Rei Lear, Otelo, Macbeth, O Mercador de Veneza, Júlio César, Muito Barulho Por Nada, Antônio e Cleópatra, Coriolano, entre outros.
Nessas obras, Shakespeare descreveu de maneira admirável os sentimentos e as paixões humanas.
Entre suas obras é impossível não ressaltar Romeu e Julieta, que se tornou a história de amor por excelência , representada até hoje em palcos de muitos países do mundo e adaptada para o cinema  e Hamlet, que possui uma das frases mais conhecidas da língua inglesa: To be or not to be: that's the question (Ser ou não ser, eis a questão).
Pouco se sabe sobre a vida de William Shakespeare. Shakespeare nasceu e foi criado em Stratford-upon-Avon. Aos 18 anos, segundo alguns estudiosos, casou-se com Anne Hathaway, que lhe concedeu três filhos: Susanna, e os gêmeos Hamnet e Judith Quiney. Entre os anos 1585 e 1592, William começou uma carreira bem-sucedida em Londres como ator, dramaturgo e proprietário da companhia de teatro Lord Chamberlain's Men, mais tarde conhecida como King's Men. Parece que ele reformou a Stratford em torno de 1613, morrendo três anos depois.
A maioria das informações que se fazem acerca de William Shakespeare são meras especulações derivadas de estudos, leituras, interpretações, pontos de vistas, hipóteses, lógicas. A única coisa de que se tem certeza absoluta é que as peças atribuídas a Shakespeare marcaram praticamente todos os séculos seguintes, começando pelo tempo em que viveu.
(Fonte: "William Shakespeare" em Só História. Virtuous Tecnologia da Informação, 2009-2020. Disponível na Internet em https://bit.ly/3aoQBhu)

Para ler biografias mais completas sobre William Shakespeare:

- FRAZÃO, Dilva. William Shakespeare - Dramaturgo e poeta inglês. Disponível em: ebiografia.com / https://bit.ly/3p2jrrN

- wikipedia.org / https://bit.ly/2WpII2T

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

LIVRO DA SEMANA 1: UM CONTO DE NATAL ou UMA CANÇÃO DE NATAL, de Charles Dickens

Essa é uma das histórias mais adaptadas que já existiram, em forma de filmes, teatro, musicais, filmes para a televisão, animações, etc. Segundo consta, Charles Dickens a escreveu às pressas, semanas antes do Natal, para poder pagar dívidas que se acumulavam há meses. Mas, como todo grande autor, acabou escrevendo um clássico, uma obra prima! A personagem principal dessa narrativa, Ebenezer Scrooge, é um velho solitário, rabugento, egoísta e pão duro, que carrega consigo mais de uma dezena de adjetivos negativos relativos à alma humana, mas que ao longo da história vai se transformando. As personagens criadas por Dickens são sempre do tipo caricatural, com suas características negativas ou positivas bem acentuadas e no final da história sempre há uma lição a ser aprendida. Alguns críticos e professores de literatura atribuem às descrições bem detalhadas das personagens, em vários aspectos, a razão por sua obra se prestar tão bem às adaptações para a dramaturgia, seja para o cinema, o teatro ou para a televisão. No trecho abaixo, podemos ter uma ideia sobre isso:

"A senhora Gamp era velha e gorda, com voz rouca e olhos úmidos, os quais conseguia facilmente revirar e mostrar a parte branca. Tinha pescoço muito curto, de modo que lhe custava muito virar para olhar seus interlocutores... O rosto da senhora Gamp, o nariz especialmente, era vermelho e inchado, de modo que era difícil apreciar sua companhia sem se recordar do cheiro de bebida."

Dickens tem mais de uma centena de personagens muito populares, conhecidos no mundo todo, assim como sua obra.
(Texto: André Luiz Gattás)

Abaixo você pode ler trechos de algumas resenhas sobre este livro ou lê-las na íntegra, acessando o link em destaque.

“ [...] O que eu mais gosto de ler nos livros clássicos passados nos séculos XVIII e XIX é a chance de poder observar os costumes, os lugares, os comportamentos e a vida das pessoas pelos olhos de alguém que viveu muito daquilo que escreveu. Vocês podem achar minha afirmação um pouco óbvia, mas na verdade ela não é tão tola assim, pois se vocês prestarem bem atenção nos livros de escritores do século XX em diante, é possível, sim, você ver os costumes europeus de antigamente, mas não de forma tão fiel, tão real e tão prazerosa como acontece quando você lê, por exemplo, Um Conto de Natal, uma história que se consagrou durante  os anos e que leva o leitor a observar toda a postura que alguns ricos tinham em relação a pobreza, como alguns deles exploravam as crianças ao fazê-las realizarem trabalhos infantis e principalmente, como o autor usa a sua própria experiência de vida para nos contar tudo isso. [...]”
(Fonte: VITORINO, Isabelle. Resenha Especial: Um Conto de Natal por Charles Dickens. Disponível em: mundodoslivros.com / https://bit.ly/384uuKp)

"[...] Um Conto de Natal" do britânico Charles Dickens (1812-1870) é uma das histórias mais famosas da literatura ocidental. O enredo nos traz a figura de Ebenezer Scrooge, um avarento homem de negócios londrino, rabugento e solitário, que não demonstra um pingo de bons sentimentos e compaixão para com os outros. Scrooge não deixa que ninguém se aproxime e rompa a sua dura carapaça, preocupando-se apenas com os negócios, o dinheiro e os lucros. No anoitecer frio da véspera natalina, ele é visitado pelo fantasma de Jacob Marley (seu antigo sócio comercial, morto há sete anos) que o repreende e anuncia que Scrooge se prepare, pois será visitado por três espectros do seu próprio passado, presente e futuro... A história da redenção do velho Scrooge vêm comovendo adultos e crianças de todas as épocas. [...]”
(Fonte: VIEIRA, Luiza Helena.  Resenha #343: Um Conto de Natal - Charles Dickens (L&PM). Disponível em: balaiodebabados.com.br /  https://bit.ly/38dwMHg)

“[...] Um conto de Natal (A Christmas Carol) de Dickens evoca elementos inerentes ao Natal como a solidariedade, gentileza, caridade, perdão e autoconhecimento em um mundo marcado pelo egoísmo no século XIX, fato presente também na era contemporânea. Ler Dickens é ressignificar a essência do Natal, partindo de situações triviais que se tornam primordiais à vida em sociedade. [...]”
(Fonte: Agnes Cássia. {Resenha} Um Conto de Natal (A Christmas Carol) – Charles Dickens. Disponível em: gotasdeepifania.wordpress.com / https://bit.ly/34gC1Vr) 

Assista abaixo à algumas vídeo-resenhas da obra.

(Fonte: canal Ler Antes de Morrer - Isabella Lubrano / YouTube / https://bit.ly/3aew7aR)


(Fonte: canal Michas Reads - Michelle Borges / YouTube / https://bityli.com/2eNMX)

(Fonte: canal Por Paixão / YouTube / https://bityli.com/ergJl)

Leia também:
NASCIMENTO, Henrique. As Adaptações de “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens. Disponível em: médium.com / https://bit.ly/3gRRRuC

Aqui, uma das versões filmadas como um musical.
(Fonte: canal Tiago Mazzini / YouTube / Ebenezer SCROOGE 1970 - O Adorável Avarento / legendado e dublado em português / https://bit.ly/2WmmvCI)


Visite o
Charles Dickens Museum (dickensmuseum.com)onde foi sua antiga residência em Londres e com muitas coisas interessantes para ver, inclusive um tour interativo virtual!





QUEM FOI CHARLES DICKENS?

Charles Dickens (1812-1870) foi um escritor inglês, autor dos romances “David Copperfield”, “Oliver Twist”, “Christmas Carol”, entre outros. Foi o mais popular e humano dos romancistas ingleses.
Mestre do suspense, do humor satírico e do horror, retrata a Londres de sua época. Foi recebido pela Rainha Vitória como um grande representante das letras inglesas.
Infância e Juventude
Charles John Huffam Dickens, conhecido como Charles Dickens, nasceu em Landport, no sul da Inglaterra, no dia 7 de fevereiro de 1812, era filho de Elizabeth Barrow e de John Dickens.
Seu pai era escriturário da Tesouraria da Marinha na cidade de Portsmouth, mas vivia de empréstimos sem conseguir pagá-los. Em 1822 resolve fugir para Londres, levando consigo a família.
Morando em um sótão de uma rua pobre de Londres, em 1924, John é preso por dívidas. Com 12 anos, Charles Dickens passou a trabalhar numa fábrica de graxa, onde permaneceu por vários meses.
Sua servidão termina e ele volta à escola quando sua avó morre e seu pai recebe uma herança, com a qual paga as dívidas e reconquista a liberdade.
Charles Dickens volta a estudar e entra na Wellington House Academy, mas logo teve que deixar a escola e arrumar novo emprego.
Em 1827 emprega-se como aprendiz na casa de um procurador judicial. Aos 20 anos, estenógrafo diplomado, coloca-se no jornal True Sun, para relatar reuniões parlamentares e campanhas eleitorais.
Em 1831 emprega-se como repórter parlamentar. Viajando pelas províncias inglesas, se divertia anotando episódios pitorescos.
Primeiras Crônicas
Em 1833, Charles Dickens envia para o Monthly Magazine uma pequena crônica, sem assinatura. Um mês mais tarde, verifica que seu texto fora publicado e era lido por muita gente.
O sucesso o levou a redigir uma série de crônicas em linguagem leve e fácil, narrando fatos reais e fictícios da classe média londrina.
Assinava-as com o pseudônimo de "Boz", no Morning Chronicle, que era o jornal londrino de maior circulação. Em 1835 publica “Esboço de Boz”, em dois volumes.
Em 1837, “Boz” é convidado para acrescentar textos aos desenhos do artista Seymour, para publicá-las em capítulos mensais.
Dickens aceita e impõe que, ao invés de redigir de acordo com os desenhos, estes ilustrassem os seus textos. Nasce assim “As Aventuras do Sr. Pickwick” (1837), obra publicada em fascículos.
Dickens conseguiu elaborar uma obra de valor, que, de acordo com a mentalidade vitoriana, descrevia com saudosismo uma Inglaterra romântica e irreal.
Criou duas personagens, “Pickwick” e “Sam Weller”, que recordam Dom Quixote e Sancho Pança, do espanhol Cervantes.
O Sucesso de Dickens
O rápido êxito fazia Dickens concluir um livro e iniciar outro, sem interrupção. A vaidade e a ânsia de reconhecimento público não lhe permitiam descansar.
Em 1838 publica “Oliver Twist”, onde relata os infortúnios de um menino órfão que mora em um albergue e trabalha em uma fábrica, de onde foge para conviver com marginais, mas não se corrompe.
A obra é um sombrio melodrama, o mais sinistro de seus romances, considerado um ensaio social, onde descreve os horrores do trabalho nas fábricas.
No romance seguinte, “Nicolas Nickleby” (1839), Dickens associa o cômico ao trágico. A obra é uma condenação dos internatos, dirigidos por professores perversos e ignorantes.
Em 1842 foi aos Estados Unidos. A princípio recebido como ídolo, provocou a antipatia da imprensa local, ao declarar, em um banquete em sua homenagem, que os editores americanos não pagavam os direitos autorais aos romancistas ingleses.
Em 1843, publicou “Contos de Natal”, que é quase um conto de fadas e tornou-se parte integrante da mitologia natalina anglo-saxônica. Ostros livros com o mesmo tema são: “O Carrilhão” e “O Grilo na Lareira”, ambos de 1845.
Em 1844 viaja à Itália, estabelecendo-se em Gênova, de onde só retornaria um ano depois.
Em 1845, Dickens viajou a Paris, onde conheceu os maiores escritores franceses da época: Vitor Hugo, George Sand, Théophile Gautier e Alphonse de Lamartine.
Obra-Prima – David Copperfield
Novamente em Londres, Charles Dickens publica sua obra-prima “David Copperfield” (1850), quase uma autobiografia.
Apesar dos exageros típicos da Era Vitoriana, o livro transmite uma poderosa experiência humana, e mais uma vez combate as instituições inglesas: o mau tratamento dispensado às crianças nas escolas, as condições dos operários e a humilhação do encarceramento por dívidas.
Muitas das criaturas que marcaram a vida do autor estão presentes no romance.
Grandes Esperanças (Great Expectations)
Grandes Esperanças, (1860) foi considerada mais uma das obras-primas de Charles Dickens. O livro conta a história de desilusão e redenção pessoal de Philip Pirrip ou só “Pip”.
Originalmente escrita em folhetim, foi posteriormente publicada em três volumes. A obra foi adaptada para a TV e para o cinema.
Representação Teatral
Charles Dickens ficou famoso e era solicitado como orador. Depois do êxito com a leitura dramática de “Carrilhões, Uma História de Duendes”, apresentou-se numa série de espetáculos semelhantes.
Entusiasmado, pediu ao amigo Wilkie Collins uma peça, que redigiu “Abismo Gelado”. Na estreia, Dickens, suas filhas mais velhas e Collins interpretaram os principais papeis e foram aplaudidos calorosamente.
Família
Em 1836, Charles Dickens casa-se com Catherine Hogarth, filha do redator chefe do Morning Chronicle, com quem teve dez filhos. Depois de vinte anos de casado, se apaixona pela atriz Ellen Ternan.
Com medo de perder a estima dos leitores, publica nos jornais uma longa declaração explicando que estava se separando da esposa pela incompatibilidade de gênios. Embora amasse Ellen até o fim da vida, não foi feliz.
Morte
Charles Dickens faleceu, em consequência de um acidente vascular cerebral, em Higham, Inglaterra, no dia 09 de junho de 1870. Seu corpo foi sepultado na Abadia de Westminster.
Encontra-se escrito em sua lápide: “Apoiante dos pobres, dos que sofrem e dos oprimidos, com sua morte, um dos maiores escritores da Inglaterra desapareceria para o mundo". A casa em que morou foi transformada em museu.

(Fonte: FRAZÃO, Dilva. Charles Dickens - Escritor inglês. Disponível em: ebiografia.com / https://bit.ly/2WgCdPN)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

CULTURA ONLINE #5: PINACOTECAS, MUSEUS E CENTROS CULTURAIS DA CIDADE DE SÃO PAULO

1. JAPAN HOUSE - Bela Vista, Metrô Brigadeiro
A Japan House  é uma iniciativa do governo japonês e está estabelecida em três grandes capitais mundiais: Londres, Los Angeles e São Paulo. Cada sede possui espaço para exposições, espaço multiuso com função audiovisual, espaço web, biblioteca, lojas, restaurantes e
cafeteria
. A sede de São Paulo está localizada na Av. Paulista e sua 
fachada, idealizada pelo arquiteto Kengo Kuma, foi feita com cedro com mais de 70 anos e painéis em malha coberta com papel japonês artesanal "washi".   A Japan House atua  tanto como ponto de difusão da cultura japonesa como de expansão das atividades de intercâmbio na área de negócios e educação, além de outras. No site internacional, que abrange as três sedes mundiais, na seção "matérias", você encontrará reportagens com vídeos e textos muito interessantes relacionados a vida e cultura japonesas, tais como: washi, robótica, a casa, arroz, objetos laqueados, onsen, nihonshu, washoku, embrulhar, cães, a cerâmica japonesa. E no site da sede brasileira, 

Endereço: 
Av. Paulista, 52, Bela Vista, Metrô Brigadeiro
Horário: de terça a domingo, das 11h às 17h.
Telefone: (11) 3090-8900



2. INSTITUTO MOREIRA SALLES (IMS) - Av. Paulista, Estação Paulista L4 / Estação Consolação L2
O Instituto Moreira Salles (IMS) está presente em Poços de Caldas - MG, onde nasceu, Rio de Janeiro e São Paulo. Tem um grande acervo fotográfico, com mais de 2 milhões de imagens, mas também tem acervos de
música, literatura e iconografia. Promove exposições de artes plásticas e mostras de cinema. O IMS, também publica catálogos de exposições, livros de fotografia, literatura e música e também publica semestralmente a revista ZUM, sobre fotografia contemporânea nacional e internacional, e a revista Serrote, que é quadrimestral e tem ensaios e ideias em geral. Além do site institucional, o IMS abriga também mais de uma dezena de endereços virtuais, como a Rádio Batuta, com programas especiais e streaming 24h, os sites dedicados a Pixinguinha, Clarice Lispector e Ernesto Nazareth, o Correio IMS, com cartas de personalidades brasileiras, e o Blog do IMS, uma revista digital de cultura com conteúdo exclusivo. As revistas ZUM e serrote também contam com sites próprios.

Endereço
: Av. Paulista, 2424, Metrô Paulista L4 / Metrô Consolação L2
Telefone: (11)2842-9120
e-mail: imspaulista@ims.com.br
Website: ims.com.br
Horários: 
- de terça à sexta, das 13h às 18h
- sábados, domingos e feriados das 10h às 18
Ingresso: gratuito


3. INSTITUTO TOMIE OHTAKE - Pinheiros, metrô Faria Lima

O Instituto Tomie Ohtake, inaugurado em novembro de 2001, destaca-se por ser um dos raros espaços da cidade especialmente projetado, arquitetônica e conceitualmente, para realizar mostras nacionais e internacionais de artes plásticas, arquitetura e design.

Como homenageia a artista que lhe dá o nome, o Instituto desenvolve exposições que focalizam os últimos 60 anos do cenário artístico, ou movimentos anteriores que levam a entender melhor o período em que Tomie vem atuando, organizando mostras inéditas no Brasil como Louise Bourgeois, Josef Albers, Yayoi Kusama, Salvador Dalí, Joan Miró, entre outras.

Além de um programa de exposições marcante na cena cultural brasileira e que se desdobra em outras atividades como debates, pesquisa, produção de conteúdo, documentação e edição de publicações, o Instituto Tomie Ohtake desenvolve, desde a sua fundação, ampla pesquisa no ensino da arte contemporânea. Por isso, foi pioneiro na criação de novos processos para a formação de professores e de alunos das redes pública e privada, além de realizar uma série de atividades dirigidas ao público em geral e projetos de estímulo ao desenvolvimento da produção contemporânea. 
(Fonte: institutotomieohtake.org.br)
Assista aos vídeos abaixo para conhecer melhor o Instituto Tomie Ohtake e a própria artista que deu nome ao instituto.
(Fonte: canal Instituto Tomie Ohtake / YouTube / https://bit.ly/3gy8CuJ)
(Fonte: canal Instituto Tomie Ohtake / YouTube / https://bit.ly/341qF7m)

Para conhecer a vida e obra de Tomie Ohtake acesse https://bit.ly/3gyhYGE
Endereço: Av. Brigandeiro Faria Lima, 201, Pinheiros (entrada pela Rua Coropés, 88) -  Metrô Faria Lima (linha amarela)
Telefone: (11) 2245-1900

4. FUNDAÇÃO MARIA LUISA E OSCAR AMERICANO - Morumbi, em frente ao Palácio dos Bandeirantes.
É um salão, localizado na antiga residência de um casal que o cedeu para a cidade de São Paulo como um lugar ao mesmo tempo de lazer e cultura, devido à presença de uma uma extensa mata que pode ser comparada a um parque, e de uma vasta diversidade de obras sobre a história do Brasil que podem ser consultadas. O museu, que está na antiga casa de moradia do casal, conta com um acervo de pinturas, tapeçarias prataria e também móveis.
Além disso, o espaço mantém uma agenda de concertos de música erudita, um salão de chá, um parque com 75.000 m², com vários exemplares de árvores de nossa flora e considerado uma das mais importantes reservas ecológicas da cidade, onde você pode passear, ler, meditar ou brincar com as crianças em meio à natureza.

Endereço: Av. Morumbi, 4077 - Morumbi, São Paulo - SP, 05607-200
Horário: de terça a domingo, das 10h às 17h30’
Ingressos: R$ 5–10 · fundacaooscaramericano.org.br
Telefone: (11) 3742-0077
Observação: não há estacionamento.

Para conhecer a história de Oscar Americano acesse https://bit.ly/2W2qEvF

5. PLANETÁRIO ARISTÓTELES ORSINI - Parque do Ibirapuera
o Planetário Aristóteles Orsini foi o primeiro planetário do Brasil, inaugurado em janeiro de 1957, e é administrado pela Prefeitura de São Paulo através da Universidade Aberta do Meio Ambiente. O prédio é importante patrimônio histórico, científico e cultural, tombado pelo Conselho Municipal de Tombamento e Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat).
No planetário funciona um projetor ultrapassado do século passado da empresa de lentes alemã Carl Zeiss.
INFORMAÇÕES: 
Tipo: Planetário Fixo
Capacidade máx.: 300 pessoas
Diâmetro da Cúpula: 18 metros
Marca: Zeiss
Modelo: Star Master
Instituição: Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente
Endereço:  Av. Pedro Alvares Cabral - Portão 10, Parque Ibirapuera 
E-mail: agendamentoescolarplanetarioibirapuera@prefeitura.sp.gov.br
Website: www.prefeitura.sp.gov.br/planetarios
Telefone: (11) 5575 5206

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

LIVRO DA SEMANA: DOIS IRMÃOS, de Milton Hatoum

Milton Hatoum, escritor manauara e considerado atualmente um dos maiores escritores contemporâneos, construiu uma história que é narrada por um dos personagens, alguém misterioso que se mostrará lá pelo meio da trama. Esse narrador foi testemunha de muitas histórias dessa família e guardou mudo durante anos os segredos e descalabros que testemunhou naquela casa. Essa história se passa na Manaus dos anos 40, época em que a Segunda Guerra Mundial já estava acontecendo, e nos conta sobre um conflito e a relação tumultuosa que havia entre dois irmãos gêmeos nascidos em uma família libanesa, mas que é tão brasileira quanto qualquer outra, com todos aqueles problemas como traumas, rixas, ciúmes e tensões existentes em todas as famílias, em geral. A obra foi adaptada para a televisão, tornando-se uma minissérie bastante fiel ao texto original, segundo alguns críticos. Ao mesmo tempo que é contada a história da família e das mudanças que vão ocorrendo ao longo da vida (com exceção da rixa entre os irmãos), vão sendo mostradas as mudanças que a cidade de Manaus também sofreu com o passar do tempo. O ciúme é um sentimento recorrente tanto entre os irmãos, já que o "caçula" dos dois (pelo fato de ter nascido apenas alguns minutos após o primeiro bebê), por ter a saúde debilitada, é extremamente paparicado pela mãe, enquanto que o primeiro é negligenciado. O pai também sente um ciúme enorme da esposa em relação aos filhos, os quais ele, na verdade, nunca queria ter tido. Há mais pessoas na casa: uma irmã menor e uma empregada índia e seu filho. Uma youtuber resenhista disse o seguinte: "Se você tem problemas familiares, você se identificará com essa história." Bem... quem não os tem, não é? 
(Texto: André Luiz Gattás)

Leia abaixo os trechos de algumas resenhas sobre esta obra ou acesse o link para lê-las na íntegra. 

Uma briga entre irmãos que nem a distância Manaus-Líbano é capaz de apaziguar. O escritor Milton Hatoum parte desse conflito para desenvolver um romance que esconde, sob a estrutura aparentemente banal de drama familiar, uma crítica social ainda hoje pertinente. Dois Irmãos já foi publicado em mais de dez países e é considerada uma das melhores obras brasileiras dos últimos quinze anos. [...]
(Fonte: DOMINGOS, Mariane. [Resenha] Dois Irmãos. Disponível em: achadoselidos.com.br / https://bit.ly/3lRSjtK)

[...] Assim, é como se Hatoum estivesse seguindo o conselho do romancista russo, Tolstói (1828–1910): “Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia”. Uma das características que destaca a obra de Hatoum é justamente este retrato de uma cultura que não pertence ao eixo Rio-São Paulo e de influências não eurocêntricas.
[...] A narrativa avança e recua no tempo, cabendo ao leitor estabelecer uma cronologia linear. Os problemas vão sendo revelados aos poucos, encadeados para solucionar ou suspender os enigmas da história.
Isto ocorre porque quem narra a história, como se verá, também é um personagem que participa dela muito de perto. Aos poucos o livro nos revela quem é este personagem e o que o motivou a contar esta história da qual ele é testemunha (e quando os eventos ocorreram antes de seu nascimento, os responsáveis por lhe contar as histórias da família são Halim e Domingas). [...]
(Fonte: DUARTE, Pedro. Resenha do livro Dois Irmãos. Disponível em: medium.com / https://bit.ly/33T3zjg)

Assista abaixo algumas vídeo-resenhas sobre a obra.

  (Fonte: canal Vá Ler Um Livro - Tatiany Leite / YouTube / https://bit.ly/2K7u65f)

    (Fonte: canal TLT - Tatiana G. Feltrin / YouTube / https://bit.ly/36XVThz )

No vídeo abaixo você pode assistir ao Dr. Drauzio Varella entrevistando Milton Hatoun, em 2016.
               (Fonte: canal Drauzio Varella / YouTube / https://bit.ly/33VsJ0E)

QUEM É MILTON HATOUM?

Milton Hatoum é um escritor brasileiro, nascido em Manaus-AM em 1952, descendente de libaneses e considerado um dos maiores escritores brasileiros em atividade. Seus livros foram bastante premiados, com destaque para o romance 
Dois Irmãos, vencedor do prêmio Jabuti no ano de 2001 e traduzido para oito idiomas. 
(Fonte: CARVALHO, Tamires de. [Resenha] Dois Irmãos, de Milton Hatoum. Disponível em: tamiresdecarvalho.com / https://bit.ly/3m0BTzf)



Milton Hatoum (Manaus, Amazonas, 1952). Romancista, contista, professor e tradutor. Destaca-se por retratar conflitos pessoais e familiares no contexto geográfico, histórico e sociocultural da Amazônia, inspirando-se em sua vivência como descendente de libaneses e como migrante pelo Brasil.

Muda-se para Brasília em 1967 e lá permanece até 1970, quando vai para São Paulo. Diploma-se arquiteto pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP) e, ainda nesta cidade, trabalha como jornalista e professor.

No início da década de 1980, viaja para a Europa e estuda literatura comparada na Sorbonne Université. De volta ao Brasil, leciona literatura francesa na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), entre 1984 e 1999.

Um dos procedimentos centrais na construção dos romances de Hatoum é a fusão entre o social e o existencial: trata das histórias particulares de certos personagens sem descuidar da observação do contexto social e histórico em que eles vivem. Esse contexto envolve quase sempre o processo de integração dos imigrantes originários do Oriente Médio no Norte do Brasil e as repercussões da ditadura militar brasileira naquela região.

A tendência a incluir acontecimentos históricos na ficção decorre do fato de Hatoum ser um escritor de uma minoria (como os libaneses no Brasil), o que o impele a registrar "a voz dos esquecidos: vozes do passado soterradas em um espaço problemático marcado por tentativas de assimilação".

Estilisticamente, a prosa de Hatoum varia pouco de livro a livro (o que denota a unidade interna de sua obra), sendo construída com base em narradores que optam sempre por um tom informal, fluente e coloquial. Além de "econômico", o estilo de Hatoum é "ao mesmo tempo poético, cheio de figurações e estranhamentos”.

O real e o fantasiado se emaranham na escrita devido à abundância e detalhamento das descrições. Para o autor, "ninguém escreve do nada. As coisas que escrevemos são resultado das nossas experiências. A vivência é importante para a voz do escritor. Não dá para escrever sem a experiência de vida. É por meio dela que os autores encontram sua voz", diz, na mesa da qual participa na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), em 2016.

Mesclando elementos de suas memórias e experiências pessoais com o contexto sociocultural amazônico, Hatoum constrói narrativas complexas, que promovem reflexão sobre relações familiares e seus conflitos, miscigenação e relação entre culturas, colocando em discussão, por consequência, a tolerância ou intolerância ao outro.

(Fonte: https://enciclopedia.itaucultural.org.br / https://bit.ly/3qH76v1)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

LIVRO DA SEMANA 2: W, de Roger Mello

"O estudo das relações entre a literatura e a cartografia merece uma análise além das formas convencionais de investigação diante das discussões recentes sobre espacialidade e mapas na literatura e da influência de novas abordagens nos debates cartográficos que convidam a repensar os mapas. Enquanto escritores mostram um interesse cada vez maior no potencial metafórico do mapa, cartógrafos começaram a investigar a natureza performativa e processual dos mapas e utilizar ferramentas cartográficas para revelar tramas e enredos. Apresento diversas abordagens para fortalecer esse diálogo interdisciplinar entre obras literárias e representações cartográficas. Inspirado em publicações recentes no campo da geografia cultural, argumento que conceitos como “evento”, “narrativa” e “história” podem abrir novos caminhos para o estudo da interface entre estudos literários e a cartografia como práticas socioculturais. Para realizar essa revisão bibliográfica uso uma estratégia inusitada através da qual pretendo questionar e quebrar a estrutura rígida das narrativas em obras literárias e aproximar as produções textuais mais da natureza simultânea e relacional dos mapas. O corpo do texto tem o caráter de um resumo e consiste em menos do que duas páginas, enquanto as notas de fim servem como verdadeiras seções de um artigo que não precisam ser lidas em ordem sequencial."

SEERMANN, Jörn. Entre mapas e narrativas: reflexões sobre as cartografias da literatura, a literatura da cartografia e a ordem das coisas. Disponível em: revistas.ufpr.br / Biblioteca Digital de Periódicos / https://bit.ly/37A64If)


O ilustrador Roger Mello tornou-se, em 2014, o primeiro brasileiro a ganhar o prêmio Hans Christian Andersen, a maior honraria do mundo para autores de livros infantojuvenis. Em 2017, estreou na ficção adulta como escritor – mas, ao mesmo tempo, sem abandonar por inteiro o universo do desenho. Ainda que W não tenha um único rabisco, é na obsessão por cores e linhas que sua história toma corpo – uma história, aliás, nada comum na literatura contemporânea, seja pelo tema, seja pela atmosfera que cria.


Abaixo há trechos de uma das melhores resenhas sobre esse livro inusitado e belo.

[...] W é o personagem-narrador, um copista de mapas adotado ainda jovem por um cartógrafo. Embora não haja indicação direta, intui-se que a narrativa se passa principalmente no século XV, quando as grandes navegações estavam a todo o vapor e os mapas que assinalavam terras recém descobertas eram verdadeiros segredos de estado. Quando a história começa, o cartógrafo acaba de ser morto, executado. W permanece no ateliê com Egon, filho dele e seu irmão de criação, cartógrafo como o pai.[..]
[..]Como copista, W ameaça trocar nomes de cidades e deixa brechas imperceptíveis nas muralhas das vilas que desenha, para possibilitar invasões imaginárias – um pouco como o revisor em História do cerco de Lisboa, que acaba mudando o passado ao acrescentar propositalmente um não ao texto sobre a reconquista da Península Ibérica pelos europeus. Haveria um desejo íntimo de influir sobre a interpretação do passado por parte de quem escreve (ou desenha)? Afinal, o que fica de um fato a não ser a forma como o registramos? [...]
[...] A certa altura, Egon parece acusar W por sua dissimulação, e ele se defende: “você fala como seu eu gostasse de esconder coisas entre as palavras”.  Não é o que fazem todos os bons escritores? O cartógrafo é o viajante que não sai do lugar, diz em certo ponto. Idem o escritor, um expedicionário imóvel de questões mais amplas e profundas.[...] 
(Fonte: lombadaquadrada.com / https://bit.ly/33Gu8bd) 

    QUEM É ROGER MELLO?

Roger Mello nasceu em Brasília, em 20 de novembro de 1965, e atualmente mora no Rio de Janeiro. É formado pela Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. No início de sua carreira, trabalhou ao lado de Ziraldo, na Zappin, e também se dedicou ao desenho animado.

Vem se destacando como ilustrador e autor de livros infantis, sendo um dos nomes mais aclamados pela crítica e pelo público. Suas cores fortes e quentes preenchem traços carregados de dramaticidade e espírito lúdico, emprestando às obras de outros escritores um clima marcadamente brasileiro e alegre.

Esse também é o tempero essencial de muitos de seus livros, escrevendo principalmente recontos de lendas e histórias do folclore, revelando nuanças da alma e dos feitos do povo.

Conquistou diversos prêmios por seus trabalhos como ilustrador, autor de livros de imagem e livros para criança, dramaturgo e produtor visual.  Recebeu da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil os prêmios Malba Tahan, Luís Jardim, Ofélia Fontes, Melhor Ilustração e 15 prêmios Altamente Recomendável.

Outros prêmios conquistados foram: Prêmio Jabuti de Ilustração e de Melhor Livro Juvenil; Prêmio Especial Adolfo Aizen; Prêmio pelo Conjunto da Obra da UBE; Prêmio Monteiro Lobato; Prêmio Adolfo Bloch e da Fondation Espace Enfants (Suíça) o Grande Prêmio Internacional. Conquistou duas vezes o selo White Ravens da Biblioteca Internacional de Munique. Em razão dos seus vários trabalhos premiados, tornou-se hors-concours dos prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Em 2014, ganhou o Prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante prêmio infantojuvenil do mundo.

(Fonte: globaleditora.com.br / https://bit.ly/33HMlFs) 

ANO 2024 - Bem-vindos!

CARDÁPIO DO MÊS - Abril 2024

O projeto CARDÁPIO DO MÊS tem por objetivo chamar a atenção dos usuários da Sala de Leitura para determinadas obras que a cada mês são sel...